Friday, February 15, 2008

Uma questão de estratégia

O programa “terra a terra” da TSF, no sábado passado, foi realizado na Vila de Óbidos, sendo um dos convidados, o responsável pela organização de eventos. Foi um programa interessante em que se percebe que Óbidos tem uma estratégia articulada em vários sentidos, tendo como base a marca Óbidos.

A estratégia passa por “dar” aos visitantes mais do que as muralhas e as casinhas arranjadas, pois esse turismo só trás autocarros cheios de pessoas que não consomem e só deixam lixo. Ao promover eventos de uma forma regular, Óbidos convida as pessoas a partilhar sentimentos e ficarem ligados a emoções que dificilmente vão esquecer, Ao realizar eventos culturais, elevam a marca Óbidos a um patamar de visibilidade que cativa investimento criativo em vários domínios: artístico, ecológico, turístico e industrial.
As empresas ao estarem associadas a estes eventos, elas próprias aumentam a sua visibilidade e ficam conotadas com uma marca de referência. Ou seja, Óbidos é neste momento uma marca de alta visibilidade e com retorno financeiro para quem lá investe.
Foi mais ou menos isto que foi dito pelos responsáveis daquela Vila e que demonstra o enfoque que dão ao desenvolvimento sustentado daquela terra. Quem os ouviu ficou convencido, qual director comercial de uma multinacional a “vender” o seu Produto.
No fim perguntei-me a mim próprio; e em Porto de Mós, qual é a estratégia?

Posted by Pedro Oliveira at 06:20:22 | Permalink | Comments (5)

Monday, January 28, 2008

Outras formas de turismo

Já, aqui, abordámos as potencialidades do nosso Concelho para o Turismo de Qualidade, desde a vertente da exploração da natureza, do lazer e da cultura, até ao Património Histórico. Também já, deixámos a sugestão, da criação de uma Universidade Sénior, aliada a todas estas características. Porto de Mós tem, entre outras, a grande vantagem de uma localização privilegiada, que nos coloca ora perto do mar, ora da serra, da Capital de Distrito e do Santuário de Fátima.

Através da notícia publicada no semanário SOL, desta semana, tomei conhecimento da existência do turismo voluntário. Modalidade diferente da meramente convencional, onde só existe benefício para uma das partes, normalmente quem a pratica. Neste novo enquadramento, que funde os conceitos de turismo e voluntariado, verifica-se uma relação construtiva de simbiose para as duas partes envolvidas. Apesar do regime, o turista paga, de igual modo, a sua estadia, que não passa por destinos comerciais e publicitados em agências de viagens, nem contempla as mordomias classificadas por classes turísticas. Os destinos procuram identificar povos, de alguma forma, carenciados, de modo a que o turista possa contribuir para a melhoria das suas condições de vida, mas simultaneamente recolha experiências pessoais diferentes e hábitos culturais distintos. Na bagagem levam, essencialmente, vontade de ajudar quem mais precisa.

No caso da notícia deste semanário, os turistas vestem a pele de professores voluntários, para o ensino gratuito da língua de Shakespeare a crianças e adultos. É, de facto, uma ideia inovadora que, com todas as nossas características, podia promover o desenvolvimento de novas competências às nossas populações e facultar a esses turistas voluntários experiências fantásticas de intercâmbio cultural.
São estas as parcerias e experiências que o mundo global nos proporciona e que, Concelhos como Porto de Mós, deviam e podiam aproveitar. Aqui fica, então, mais uma sugestão …

Posted by Pedro Oliveira at 08:39:52 | Permalink | Comments (8)

Monday, September 3, 2007

Nunca apanhei boleia de um Ferrari!

  Ferrari P4 5 by Pininfarina. General.    Porto de Mós    Grutas de Mira Daire (Portugal)   Campo de S. Jorge - Portugal

Nos meus tempos de estudante, muitas foram as vezes em que tive de recorrer à boleia para o regresso a casa, no final de mais uma semana de estudo. Isto porque muitas das vezes, o magro orçamento disponibilizado, a muito custo pelos pais, entrava em défice e derrapagem, como é evidente. O objectivo era, então, chegar ao destino, Ribeira de Baixo, o mais rápido possível e de preferência, de uma única vez, se possível num bom carro, tipo Ferrari.

 

Obviamente, tal nunca aconteceu! Tinha que conformar-me com várias boleias até chegar a casa, a maior parte das vezes em camiões. O tempo de viagem assim dispendido era, por norma, superior ao  gasto no percurso por Expresso, ainda que lhe tivesse que acrescer mais uma tranche na carreira de Leiria à Ribeira de Baixo. No entanto, dada a conjuntura financeira da época e as limitações familiares, era o que se podia almejar.

Telmo Faria, actual Presidente da Câmara Municipal de Óbidos, é conhecido pela luta incansável em colocar a sua terra no “mapa”, seja através da Capital do Chocolate, dos investimentos imobiliários para o turismo de luxo,… . Agora, na sua postura pró-activa e não lamechas perante o estado, pretende criar um subproduto turístico que envolva as 7 maravilhas de Portugal. Para o efeito, tentou já reunir com os demais colegas cujas “terras” foram, igualmente, eleitas maravilhas de Portugal, mas por motivos de agenda ou por qualquer outra razão, os demais colegas ainda não disponibilizaram motivação suficiente para reunir.

O que têm, então, as minhas vivências de juventude, em apanhar boleia que ver com as maravilhas de Portugal?
Tal como eu, e como aliás, de todos nós, a vila de Porto de Mós precisa de atingir objectivos. No caso deste meu, nosso, Concelho um deles poderá e deveria ser, com certeza, estar “no mapa” das escolhas turísticas! Se optar por fazê-lo sozinho terá ultrapassar as naturais barreiras administrativas e burocráticas, que poderão, por ventura não resultar em tão almejado resultado. Visitas e deslocações aos Ministérios A ou B, reuniões e telefonemas com Secretários de Estado C ou D, delegações da Região de Turismo, enfim toda a parafernália de entraves que se colocam perante qualquer boa ideia de quem quer ir mais além.

Atente-se que a vila de Porto de Mós está numa zona privilegiada em relação às localidades com monumentos eleitos nas 7 maravilhas, tendo ofertas ao nível do turismo de praia e religioso. Como existe dificuldade em aproveitar o “élan” das 7 maravilhas para reunir os respectivos Presidentes de Câmara, perdoem-me o atrevimento pela sugestão, que ofereço de bom grado, para quem quiser aproveitar,e se, Porto de Mós oferecesse os seus préstimos para ser responsável pela organização dessas reuniões, como anfitrião para a concepção e desenvolvimento do subproduto turístico que Telmo Faria tem em mente e, tal como eu, gostava de economizar tempo para assim atingir o objectivo a que me propunha, então. Boleia directa até casa e, preferencialmente num Ferrari, porque era mais rápido e confortável. Também assim, Porto de Mós poderia vir a incluir as suas potencialidades turísticas no pack, como o Castelo da vila, as Grutas da zona, o PNSAC, o Campo Militar da Batalha de Aljubarrota, entre outros.
Como diz e, bem, o Professor António Câmara, presidente da Ydreams, ao vilaforte, temos de pensar diferente, as oportunidades estão ao virar da esquina, basta estarmos atentos e querer sair do sofá…

Um abraço,

Posted by Pedro Oliveira at 00:30:39 | Permalink | Comments (1) »

Monday, May 21, 2007

Pelos caminhos de Portugal

Este fim-de-semana (de 5ª a domingo), fui até Monfortinho, com a família, para um passeio numa zona que não conhecia, mas que muitos amigos me aconselhavam a visitar. Dos vário locais que visitei, destaco: Penha Garcia, Monsanto e Idanha-a-Velha.

 

Todos estes locais, estão orientados para o visitante: limpos, com informação e com bom gosto na recuperação dos monumentos. Fui também a Coria, Pequena Cidade Histórica Espanhola a 40 kms de Monfortinho.
Fiquei muito satisfeito por ver que os Autarcas do interior de Portugal, estão a investir no seu património e a desenvolver a actividade do Turismo como forma de atrair visitantes e fixar populações.

A diferença positiva que encontrei em relação aos locais que visitei entre Portugal e Espanha (naquela zona), foi a valorização do nosso património, a diferença negativa foi o facto de encontrar vários “Polignos Industriais” no lado de lá e no lado de cá poucas ou nenhumas industrias.

Fica o registo de 4 dias bem passados, numa zona linda, com história e que merece ser visitada.

Um abraço,

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