Saturday, May 3, 2008

O fim do ‘politicamente correcto’ à vista ?

Boris Johnson, o excêntrico candidato conservador, ganhou as eleições para a Câmara de Londres, contra o ‘vermelho’ trabalhista e ex-mayor Ken Livingstone, apesar deste ter feito da capital inglesa a mais cosmopolita metrópole da terra e de ter assegurado os Jogos Olímpicos para 2012.
Boris, como é tratado pelos media ingleses, colecciona gafes e provocações em público. Assume que antipatiza com o politicamente correcto e define-se como sendo “um tipo inteligente que se faz de parvo para ganhar”. A sua vida pessoal está recheada de infidelidades e escândalos, o que incomoda até os seus colegas do Partido Conservador. No entanto foi o escolhido pelo eleitorado.
Há pouco mais de um ano Nicolas Sarkozy, chamou ‘canalhas’ aos grupos de jovens que passavam as noites a incendiar carros às dezenas deixando os subúrbios de Paris em estado de sitio. As suas declarações chocaram o PS francês que prontamente o criticou e o classificou como racista. No entanto foi também o escolhido pelo eleitorado.
Barak Obama, um outsider do establishment político norte americano, pode fazer história como sendo o primeiro negro a presidir os EUA. Na campanha que tem feito nas primárias, aparece sempre à frente de cartazes com a palavra ‘Change’ - Mudança. Contra si, outra candidata do Partido Democrata, corre Hilary Clinton, que poderá ser a primeira mulher a presidir os EUA, mas que representa uma continuidade das receitas do passado. As sondagens dão vantagem a Obama.
Observando todos estes casos, sobresai uma tendência para o eleitorado preferir candidatos que representem algo de novo. O público detesta políticos e está cansado de candidatos previsíveis que, talvez sem se darem conta, tudo o que dizem é já esperado e teoricamente correcto, perdendo assim a espontaneidade de outros que não ousam dizer o que pensam e, mesmo atropelando algumas regras tácitas, mostram sem receio o que são.
Podemos tirar alguma ilação de tudo isto para o nosso país e também para Porto de Mós?
Posted by Paulo Sousa at 23:23:52 | Permalink | Comments (4)

Friday, May 25, 2007

A Habilidade Específica do Político

A habilidade específica do político consiste em saber que paixões pode com maior facilidade despertar e como evitar, quando despertas, que sejam nocivas a ele próprio e aos seus aliados. Na política como na moeda há uma lei de Gresham; o homem que visa a objectivos mais nobres será expulso, excepto naqueles raros momentos (principalmente revoluções) em que o idealismo se conjuga com um poderoso movimento de paixão interesseira. Além disso, como os políticos estão divididos em grupos rivais, visam a dividir a nação, a menos que tenham a sorte de a unir na guerra contra outra. Vivem à custa do «ruído e da fúria, que nada significam». Não podem prestar atenção a nada que seja difícil de explicar, nem a nada que não acarrete divisão (seja entre nações ou na frente nacional), nem a nada que reduza o poderio dos políticos como classe.

Bertrand Russell, in ‘Ensaios Cépticos: A Necessidade do Ceptcismo Político’

um abraço,

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Wednesday, May 16, 2007

No tempo dos políticos!

“Quase todos os homens sabem lidar com a adversidade. Mas se quiseres testar o carácter de um homem, dá-lhe poder.”
Abraham Lincoln

 retirado do piolho da solum

 Comentário: tem razão meu caro Lincoln….!

um abraço,


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Friday, April 27, 2007

Credibilidade na Política

Já chegámos ao ponto, dos bons e maus arguidos na política, gostei de ler,isto, no “hoje há conquilhas”.

um abraço,

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Thursday, April 19, 2007

Um Homem com visão…

A semana passada ficámos a saber que, por causa de não haver banco de esperma em Portugal, temos de recorrer a esperma Espanhol. Não conseguiram (os espanhois) ficar com este rectângulo pela força, querem-no fazer agora pela via económica e pelo esperma!

O Dr. Pina Moura, que vê muito mais à frente que os outros, enquanto governante e deputado socialista tratou da sua vidinha e, vai de arranjar forma de se orientar com os espanhois, primeiro com a Iberdrola, agora com a Media Capital. 

Comunista, Socialista, Espanhol. Era a esta evolução, que se referia Darwin, na sua teoria da evolução da espécie?

um abraço,

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