Tuesday, April 1, 2008

António Borges


 António Borges voltou a Portugal por razões que  explicam mal a relação de uma empresa com o Estado, a liberdade de expressão  política e cívica.  Contudo , volta porque  entre outras coisas “quando se está em Portugal há uma alegria de viver diferente” – revelava o social-democrata há 20 meses (Expresso, 06-11-2004). Doutorado em Standford, ex-Dean do INSEAD, ‘vice-president’ da Goldman Sachs, Borges tem um currículo ímpar. As suas qualidades intelectuais e competência profissional são indisputáveis. Revejo-me na sua intolerância à mediocridade.
   Verifico , com algum espanto , que ainda não constitui um grupo de trabalho à volta de Luís Filipe Menezes.Aparentemente porque   não  se entenderam.  Não percebo. Perdemos todos.
 

                        

Posted by Ana Narciso at 22:23:21 | Permalink | Comments (11)

Monday, January 21, 2008

Participação política

Segundo o semanário Expresso, de há duas semanas, 50.65% dos adultos entre os 30 e 40 anos é votante nas eleições, mas não se interessa minimamente pela actividade política. Em minha opinião, este estudo releva-se, ainda, mais interessante porque foi baseado nos comportamentos de jovens com formação académica superior, logo, com acesso privilegiado a vários tipos e géneros de informação. De acordo com este estudo, uma das críticas que fazem estes adultos é dirigida ao aparelho partidário, que não deixa margem para a expressão da opinião livre e individual, fomentando a rigidez do pensamento. Outros dizem que a ideologia partidária, nos dias de hoje, não faz sentido, que a intervenção política deve ser feita através de causas e, que os partidos têm grande dificuldade em mostrar abertura a novas formas de estar e de comunicar em sociedade.

Pegando nestas ideias, há quem tenha a certeza do fim dos partidos políticos, tal como os conhecemos, e que vão ser substituídos por grupos de cidadãos que se mobilizam para determinados efeitos. Li atentamente, e ficou claro, para mim, que a minha geração está cansada das politiquices do dia-a-dia, que não acrescentam valor algum, e que as intrigas políticas representam apenas a falta de visão que têm do mundo. Afinal não sou o único ….

Curioso é que, pegando neste estudo, um professor da Universidade da Beira Interior, João Canavilhas, venha dizer, perante estes factos, que não é de estranhar o desenvolvimento de blogues políticos, que têm como principais responsáveis pessoas dessa mesma faixa etária. Diz João Canavilhas, que se trata de uma forma de intervenção pública, que passa ao lado das directrizes dos partidos, e que principalmente, a nível local, são uma excelente ferramenta de intervenção pública. Diz ainda que, a blogosfera não é uma moda e que, dentro em pouco, será a ferramenta de informação e opinião mais poderosa. Para concluir, demonstra o seu lamento, no modo como os políticos ainda não encaram, com seriedade, os blogues, sinal que não percebem, ainda, todo o verdadeiro potencial desta ferramenta, que provoca reacções imediatas.

Não podia estar mais de acordo!

Posted by Pedro Oliveira at 07:33:00 | Permalink | Comments (6)

Wednesday, January 9, 2008

A mania de inventar argumentos

Nunca percebi porque é que os politicos têm de inventar argumentos para as suas actuações e não dizem as verdadeiras causas das decisões, 2 exemplos:

Ontem, o secretário de estado das finanças veio afirmar que os rectroactivos das reformas iam ser pagos ao longo dos meses, porque assim o governo ajudaria os reformados a gerir melhor o dinheiro.Se  recebessem os rectroactivos de uma só vez,  podiam ser levados a gastar muito num mês e traria problemas no mês seguinte. Para além de ser uma justificação patética, não era melhor dizer que dá mais jeito ao estado pagar em prestações suaves e não de uma vez? Simples, directo e todos percebíamos.

Sócrates, hoje, vai inventar mais umas quantas justificações para não levar a referendo o tratado de Lisboa, perante a oposição que lhe vai lembrar a promessa politica.Não era melhor chegar e dizer que o governo em conjunto com os seus parceiros Europeus decidiu ratificar o tratado via parlamento, pois a Europa não pode correr o risco do referendo chumbar o que foi aprovado pelos Estados membros (através dos seus legitimos representantes)e seria um grande revés para Europa se o tratado não fosse aplicado(tal como fez Cavaco Silva) ?
Simples,todos percebíamos e concordávamos, menos os que gostam destes jogos politicos que não acrescentam valor nenhum ás pessoas.

Posted by Pedro Oliveira at 12:48:34 | Permalink | Comments (2)

Friday, May 25, 2007

A Habilidade Específica do Político

A habilidade específica do político consiste em saber que paixões pode com maior facilidade despertar e como evitar, quando despertas, que sejam nocivas a ele próprio e aos seus aliados. Na política como na moeda há uma lei de Gresham; o homem que visa a objectivos mais nobres será expulso, excepto naqueles raros momentos (principalmente revoluções) em que o idealismo se conjuga com um poderoso movimento de paixão interesseira. Além disso, como os políticos estão divididos em grupos rivais, visam a dividir a nação, a menos que tenham a sorte de a unir na guerra contra outra. Vivem à custa do «ruído e da fúria, que nada significam». Não podem prestar atenção a nada que seja difícil de explicar, nem a nada que não acarrete divisão (seja entre nações ou na frente nacional), nem a nada que reduza o poderio dos políticos como classe.

Bertrand Russell, in ‘Ensaios Cépticos: A Necessidade do Ceptcismo Político’

um abraço,

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Tuesday, May 22, 2007

A “barra” está a ficar pesada…

20 anos depois da nossa adesão à então CEE (hoje U E), verificamos que a taxa de desemprego no nosso país não pára de aumentar (8,4%) e que o endividamento das famílias à banca já representa 74,8 % do PIB.

 

Não sendo especialista em Economia, parece-me que com estes números o país está à beira de ter graves problemas sociais. As empresas estrangeiras estão a partir e as nacionais estão em reestruturação, o que equivale a mais desemprego. O aumento do desemprego vai fazer aumentar: por um lado, o incumprimento do pagamento dos créditos das famílias à banca e por outro, as despesas sociais do estado.

 

Se é fundamental e imperioso o controlo das finanças públicas, é também de extrema importância que haja uma estratégia para fomentar o emprego. A saída não pode ser novamente o Estado (tempo do Eng. Guterres), a solução passa (a meu ver), em aplicar no terreno os vários estudos e diagnósticos sobre as apostas que o nosso país deve seguir (mar, turismo, indústria com tecnologia de ponta, biotecnologia, …).

Este governo tem pautado muita da sua governação na propaganda politica, mas o facto é que na prática todos os indicadores de desenvolvimento continuam abaixo da média europeia. “Roma e Pavia “ não se fizeram num dia, é verdade, mas também é verdade que após tantos sacrifícios feitos pela, chamada, classe média, os resultados tardam em aparecer.
Por isso, pede-se aos políticos mais acção, mais rigor nos gastos dos dinheiros públicos, menos obra de fachada e menos demagogia no discurso.

Um abraço,

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Wednesday, May 16, 2007

No tempo dos políticos!

“Quase todos os homens sabem lidar com a adversidade. Mas se quiseres testar o carácter de um homem, dá-lhe poder.”
Abraham Lincoln

 retirado do piolho da solum

 Comentário: tem razão meu caro Lincoln….!

um abraço,


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Tuesday, May 15, 2007

No tempo dos políticos!

Um político deve ser capaz de prever o que acontecerá no dia seguinte, na semana seguinte, no mês seguinte e ano seguinte, e ter depois habilidade de explicar porque não aconteceu” [Churchill]

um abraço,

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