Quem tem unhas toca viola
Muito se tem falado do papel da RTP como televisão de serviço público e se deve ou não ter publicidade, devido á entrada de um 5º canal de televisão em canal aberto, e que a publicidade não”estica”!
Luís Filipe Menezes quer acabar com a publicidade, na RTP, com a justificação que a RTP não é um canal de audiências e que a famosa taxa de audiovisual deveria ser suficiente para pagar os custos operacionais da RTP, não prejudicando os privados.
Eu discordo por várias razões, as principais são as seguintes:
Não concordo nada que a RTP não deva ser um canal de audiências, pois se a desculpa é que a “guerra”das audiências nos outros canais é feita com programas de “gasto rápido”, o papel da RTP (deveria também ser dos outros) é “puxar” pela população com programas de interesse e que contribuam para uma melhor cidadania e esclarecimento. Para meu (nosso) agrado eles existem neste momento na RTP: Concursos com interesse, Prós e Contras, Grande Entrevista, Jornal 2,Séries de “culto”na 2,Corredor do poder, Sexta à noite, Sociedade Civil, 2010, Câmara Clara, Docs, ABciência, Diga lá excelência, Audax, Diz-me lá como foi, As escolhas de Marcelo,….
Outra das razões, é o facto de achar injusto estar a pagar mais um imposto (taxa audiovisiual), para uma empresa que está inserida no mercado livre, onde quem tem “unhas é que toca viola”.
Destas linhas, chega-se facilmente à conclusão que sou a favor da privatização da RTP. O mercado é livre e está provado que, programas bem feitos e com rigor têm audiência. O facto mais paradigmático é a série “Diz-me lá como foi”, que retrata a vida social de Portugal nos finais dos anos 60 inicio dos 70. Ainda ontem o meu filho de 9 anos ficou admirado com as roupas e costumes daquele tempo e durante o episódio lá lhe fomos explicando a envolvente Nacional da época.
Esqueci-me do Prision Break ao domingo, eu e a família não perdemos um, a não ser quando a BRIOSA joga ás 16horas em Coimbra…