25 de Abril
Amanhã, comemoram-se os 33 anos sobre o 25 de Abril de 1974!

Reportagem sobre a entrada da chaimite Bula no Quartel do Carmo.
ver mais em:Centro de Documentação
um abraço,
Amanhã, comemoram-se os 33 anos sobre o 25 de Abril de 1974!

Reportagem sobre a entrada da chaimite Bula no Quartel do Carmo.
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um abraço,
Um investigador australiano encontrou um mapa português do sec. XVI, segundo o qual foi Cristóvão de Mendonça e não Thomas Cook o primeiro a descobrir a Austrália.
Quatro anos após a invasão, o Iraque vive uma guerra civil com várias fontes de violência, diz ao DN o perito americano em Segurança Harlan Ullman. De passagem por Lisboa, o autor da doutrina “Choque e Pavor”, que deu nome à operação dos EUA no Iraque, garante que a Casa Branca não usou a sua estratégia, apenas “o slogan“.
um abraço,
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Hoje, comemoram-se os 100 anos do Escutismo e os 150 anos do nascimento do “Pai” do movimento, Baden-Powel.
Parabéns a todos os movimentos de escutismo do país, e em especial ao de Porto de Mós.
Bem hajam!
um abraço,
Nesta globalização planetária e consumista, existem dias em que somos obrigados a comemorar qualquer coisa.
Hoje é o dia de S.Valentim, deste modo, não se esqueça da sua “cara metade” e durante este dia faça ou diga algo de diferente.
Durante o ano de 2007,comemoram-se os 400 anos da primeira ópera, La Favola d’Orfeo, foi composta por Cláudio Montverdi em 1607.
Deixo-vos uma pequena Biografia de Cláudio Montverdi:
“Claudio Monteverdi (Cremona, 15 de maio de 1567 – Veneza, 29 de novembro de 1643) foi um compositor italiano. Foi o responsável pela transição entre a tradição polifônica do século XVI para o nascimento da ópera, do século XVI.
Iniciou seus estudos de música com Marco Antonio Igegnieri, maestro da capela da Catedral de Cremona e aos 15 anos publicou suas primeiras obras, entre elas, oito livros de madrigais.
Em 1599 desposou Cláudia de Cataneis e em 1607 ocorre a estréia de La Favola d’Orfeo, sua primeira ópera - e também a mais antiga da história cuja música e o texto chegaram até os dias atuais. Outras de suas óperas ainda hoje representadas são L’Incoronazione di Poppea e Il Ritorno d’Ulisse in Patria. Monteverdi é geralmente conhecido como o “pai da ópera”.
Em 1613, Monteverdi foi maestro do coro e diretor da catedral de São Marcos, em Veneza.
Monteverdi também se notabilizou pela música sacra, como sua Missa (1610) e antífonas. Em 1640 é publicada a série “Selva morale e spirituale”, um grande compêndio de música sacra.
Nas músicas de Monteverdi pode notar-se um começo bastante polifónico e uma regressão da música até ao estilo monódico.”
“in Wikipédia”
Um abraço,
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Seguir os passos de Miguel Torga |
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Pequena homenagem do “vila forte”, com o prefácio de ” Os Bichos”;
Querido Leitor
São horas de te receber no portaló da minha pequena arca de Noé. Tens sido de uma constância tão espontânea e tão pura a visitá-la, que é preciso que me liberte do medo de parecer ufano da obra, e venha delicadamente cumprimentar-te uma vez ao menos. Não se pagam gentilezas com descortesias, e eu sou instintivamente grato e correcto.
Este livro teve a boa fortuna de te agradar, e isso encheu-me sempre de júbilo. Escrevo para ti desde que comecei, sem te lisonjear, evidentemente, mas tanbém sem ser insensível às tuas reacções. Fazemos parte do mesmo presente temporal e, quer queiras, quer não, do mesmo futuro intemporal. Agora, sofremos as vicissitudes que o momento nos impõe, companheiros na premente realidade quotidiana; mais tarde, seremos o pó da história, o exemplo promissor ou maldito, o pretérito que se cumpriu bem ou mal. Se eu hoje me esquecesse das tuas angústias e das minhas, seríamos ambos traidores a uma solidariedade de berço, umbilical e cósmica; se amanhã não estivéssemos unidos nos factos fundamentais que a posteridade há-de considerar, estes anos decorridos ficariam sem qualquer significação, porque onde está ou tenha estado um homem é preciso que esteja ou tenha estado toda a humanidade. Ligados assim para a vida e para a morte, bom foi o acaso te fizesse gostar destes Bichos. Apostar literariamente no provir é um belo jogo, mas é um jogo de quem já se resignou a perder o presente. Ora eu sou teu irmão, nasci quando tu nasceste, e prefiro chegar ao juízo final contigo ao lado, na paz de uma fraternidade de raiz, a ter de entrar lá solitário como um lobo tresmalhado.
Ninguém é feliz sozinho, nem mesmo na eternidade. De resto, um conto que te agradou, tem algumas probabilidades de agradar aos teus netos. Porque não hão-de eles tirar ninhos quando forem crianças? E, se tal não acontecer, paciência: ficarei um pouco triste, mas sempre junto a ti, firme, na consolação simples e honrada de ter sido ao menos homem do meu tempo.
És, pois, dono como eu deste livro, e, ao cumprimentar-te à entrada dele, nem pretendo sugerir-te que o leias com a luz da imaginação acesa, nem atrair o teu olhar para a penumbra da sua simbologia. Isso não é comigo, porque nenhuma árvore explica os seus frutos, embora goste que lhos comam. Saúdo-te apenas nesta alegria natural, contente por ter construído uma barcaça onde a nossa condição se encontrou, e onde poderemos um dia, se quiseres, atravessar juntos o Letes, que é, como sabes, um dos cinco rios do inferno, cujas águas bebem as sombras, fazendo-as esquecer o passado.
Teu
Miguel Torga