Tuesday, April 10, 2007

Cavaco promulga e envia mensagem ao parlamento

O Presidente da República promulgou a lei do aborto, aprovada no parlamento pela esquerda parlamentar e por 21 deputados do PSD. Contudo, Cavaco Silva enviou uma mensagem ao parlamento onde fala num «conjunto de matérias que devem merecer uma especial atenção».

um abraço,

Posted by Pedro Oliveira at 00:00:00 | Permalink | No Comments »

Sunday, February 11, 2007

Sim à despenalização

Está resolvida a questão de uma forma clara : a maioria dos Portugueses que votou, deseja a alteração da legislação. O concelho de Porto de Mós também votou SIM.

Não posso deixar de manifestar, por um lado a minha satisfação e por outro lado a minha preocupação .

Satisfação, porque se resolveu um assunto recorrente em qualquer acto eleitoral : presidenciais, legislativas ou autárquicas; não havia candidato que não fosse bombardeado com a questão da IVG. Verdadeiramente insuportável . Creio que este cansaço foi um factor decisivo para o aumento , ainda que ligeiro , da participação dos Portugueses no acto eleitoral. Satisfação, ainda pelas vidas humanas que esta alteração pode salvar, satisfação também pelos embriões que poderão nascer porque o aconselhamento ajudou a fundamentar melhor decisão da mulher. Sem vergonha, sem crime e sem pena.

Preocupação, porque está tudo por fazer no Serviço Nacional de Saúde. Não sabemos quantos objectores de consciência há , que equipas de acompanhamento vão ser criadas , que outros apoios à maternidade no SNS vão ser implementados . Entre estes dois referendos nada mudou. Perdemos tempo, vidas e recursos .

Por estas e outras razões, parece-me que a verdadeira batalha pela maternidade responsável começa, agora. Eu também vou estar nessa . Há montanhas de iniciativas a desencadear para unir o que aparentemente dividiu os movimentos do SIM e do NãO . O trabalho no terreno vai exigir a concentração e não a dispersão de esforços. Teremos tempo de aferir quem vai lutar, verdadeiramente, pela maternidade responsável e pelos filhos desejados e planeados.

Outro dado a reter ; os vários referendos nunca atingiram - os 50% mais um - de votos expressos, conforme o texto da Constituição exige. Será que é de manter?

Posted by Ana Narciso at 22:31:13 | Permalink | Comments (2)

Saturday, February 3, 2007

O debate

Agradeci ontem e repito hoje : a CINCUP está de parabéns pela iniciativa e pela forma como decorreu o debate sobre a IVG ( interrupção voluntária da gravidez). Do lado do SIM a Deputada Odete João e eu ; do lado do Não uma médica e um jurista: Élia Santiago e Gonçalo Monteiro, respectivamente.

De uma forma muito sumária, registo que as convicções em debate foram fortes, não só da mesa, como também da plateia. Contudo, o grupo era restrito, esclarecido e sem dúvidas. Resta saber qual vai ser a decisão final de uma maioria esmagadora de cidadãos e cidadãs que não quer, não deseja e não gosta de participar ou sequer discutir em público a sua vida íntima. Essa será a grande incógnita até 11 de Fevereiro.

Giro, giro foi o desabafo da Drª Élia Santiago ” admiro a vossa paciência após 3 horas de debate num cineteatro gelado!! O senhor Presidente da Câmara ouviu!

 

Posted by Ana Narciso at 13:49:49 | Permalink | Comments (4)

Friday, February 2, 2007

A IVG em debate em Porto de Mós

A intimidade não é compaginável com o ambiente de campanha. Arruadas e outras manifestações típicas de campanhas eleitorais, parecem deslocadas e pouco apropriadas ao que está em causa neste referendo. Espero , sinceramente que a discussão , hoje à noite no cineteatro seja, esclarecedora, séria e feita com elevação cívica.

Para quem não vai poder estar presente, eu depois conto.

Posted by Ana Narciso at 19:09:55 | Permalink | No Comments »

Sunday, January 21, 2007

Novamente a IVG

Todos concordamos que quer os partidários do Sim como os do Não concordam que a IVG levanta questões morais e éticas a quem seja confrontado com uma gravidez indesejada, assim como a toda a sociedade na sua regulação.
O universo de referências culturais é o mesmo de ambos os lados da barricada. Todos concordamos que a vida constitui algo de positivo e mexer nisso cria perturbação.
Nessa linha de raciocínio os partidários do Não sentirão um maior conforto moral na sua posição e pelo contrário, aos partidários do Sim cabe o papel mais difícil, que é argumentar, explicar e convencer os indecisos.
Peço por isso aos partidários do Sim que me ajudem a decidir.
Não acredito que nenhuma mulher que já tenha interrompido voluntariamente uma gravidez o tenha feito de ânimo leve. Não se faz um aborto como se muda de camisa. Sabemos que interromper uma gravidez é impedir que nasça mais uma pessoa, com todo o potencial que daí poderia advir.
Aceito que me digam que os valores da liberdade, que tanto prezamos, podem ser alargados também à possibilidade da mulher mandar no seu corpo. Aceito que me digam, o que nunca ouvi argumentar, que votar sim, não deve ser visto como uma posição exclusivamente individual mas como o aceitar, enquanto cidadão, que quem entender interromper uma gravidez o possa fazer em condições de segurança. Votar Sim não implica rejubilar por cada aborto que se faça, mas apenas deixar que as mulheres o possam decidir.
Mas votar Sim também pressupõe o reconhecimento de menos direitos ao feto de dez semanas, comparativamente com o feto de doze. Alguém me explica o critério?
Peço aos partidários do Sim que me ajudem a decidir.

Posted by Paulo Sousa at 21:12:54 | Permalink | Comments (5)

Sunday, January 14, 2007

Andarei distraído?

Não , não anda distraído e a prova de que está atento é este texto.

Acredito que há muita gente que tem a sua opinião formada e que não precisa de discutir este assunto . Convenhamos que não é matéria de abordagem fácil . Não nos sentamos a tomar um copo e vai daí se comece a falar da IVG. Não é de todo um assunto sobre o qual apeteça conversar muito.

Mas já me apetece conversar sobre o rumo que o PS está a introduzir nesta discussão: “não votar SIM é penalizar o Partido Socialista”. Parece-me uma estratégia profundamente errada e que pode espevitar votos de protesto ao governo e não à resolução de um problema grave que afecta , afectou e afectará muitas mulheres.

Por isso voto SIM .

O voto de protesto à governação seguirá dento de momentos ou seja no final da legislatura. Confundir o eleitorado não ajuda nada.

Desejo , sinceramente que esta seja a última vez que os Portugueses sejam chamados a pronunciar-se sobre este assunto . Porque começa a faltar a paciência para mais debates e ajustes de contas entre partidos à custa da desgraça das mulheres. Decidam, por favor. Conversando ou não conversando, mas por favor, vamos arrumar de vez com este assunto.

 

Posted by Ana Narciso at 17:07:41 | Permalink | Comments (2)

Friday, January 12, 2007

REFERENDO SOBRE A IVG

Falta um mês para mais um referendo, onde vamos ser chamados a pronunciarmo-nos, não sobre a legalização da IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez), mas sim sobre a alteração à lei já existente sobre a IVG.

Independentemente, da posição pessoal de cada um, tenho a nítida sensação, de que esta não é uma questão que preocupe a grande maioria da População. Se descontar-mos o folclore mediático, que os media estão a promover, não vejo sinceramente, no dia a dia ninguém preocupado com esta questão.

Andarei distraído??

 

Posted by Luís Malhó at 00:24:15 | Permalink | Comments (3)

Friday, December 1, 2006

Pois

Mas pelo que tenho lido, há ainda um problema chamado Constituição da Républica Portuguesa. Se a questão vai ser resolvida na secretaria, também não vai ajudar à participação.

Posted by Paulo Sousa at 20:33:30 | Permalink | No Comments »

Referendo

É verdade Paulo. Para ser vinculativo, 50% do eleitorado deverá pronunciar-se. Mas Sócrates não disse isso , disse apenas o seguinte” se vencer o SIM a lei será mudada se vencer o Não respeitaremos a vontade dos Portugueses” a fasquia ficou na vitória dos votos expressos e não na vitória vinculativa dos votos expressos por 50% do eleitorado. Que tal?

Posted by Ana Narciso at 19:12:08 | Permalink | No Comments »

Thursday, November 30, 2006

Esquemas

Debater a IVG em Portugal, nos termos em o referendo nos é proposto, ultrapassa as questões de consciência. Digo isto porque, tanto quanto sei, a lei espanhola é muito parecida com a nossa, sendo que a maior diferença respeita à interpretação que juristas, médicos e políticos fazem dela.
Perante isto, questiono-me de imediato se o referendo não será, como em todos os outros, um lavar de mãos de quem deveria decidir e não quer chocar o eleitorado.
Será verdade que para uma eventual vitória do sim no referendo ter efeito é necessária uma participação superior a 50%? Alguém me informe se isto for verdade.
A ser, a estratégia do Governo é óbvia.
É indesmentível que num referendo desta natureza só participa o eleitorado mais convicto, e também que ninguém muda de opinião em matérias como o aborto por força de qualquer campanha de rua.
Será que a maioria do eleitorado tem convicções suficientemente claras para “perder” uma tarde de Domingo e ir fazer a cruzinha?
O mais fácil é não fazer nada, não assumir a responsabilidade da decisão (que é o os políticos andam a fazer sobre o aborto há décadas) e isso levará a que a abstenção saia vitoriosa.
Assim o governo do Eng. Sócrates salva a cara perante ambas as facções em confronto. Perante os partidários o Não, não ficará visto como o “carrasco dos fetos” e perante os do Sim, não poderá ser acusado da decisão porque não foi ele que a tomou.
Palpita-me que depois do ruído das campanhas de rua terminar, tudo ficará na mesma.
Porque será que o Prof. Cavaco Silva, que sempre foi contra o aborto, aceitou o referendo nestes termos?

Posted by Paulo Sousa at 23:41:01 | Permalink | No Comments »