Tuesday, August 5, 2008

Islândia

“A mais alta taxa de nascimentos da Europa + a mais alta taxa de divórcios da Europa + a maior percentagem de mulheres a trabalhar fora de casa = ao melhor país do mundo para se viver. Alguma coisa deve estar errada nesta equação. Juntem-se estes três factores – imensas crianças, lares desfeitos, mães ausentes – e o que se obtém é certamente a receita para a desgraça e para o caos social. Mas não. A Islândia, o bloco de lava subártica a que se aplicam estas estatísticas, está no topo do mais recente índice oficial de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o que significa que, como sociedade e economia – em termos de riqueza, saúde e educação – os islandeses são campões do mundo.”

É assim que começa um artigo do londrino The Guardian sobre a Islândia.

Outras notas avulsas referidas no artigo:

 

  • A Islândia é o país com o sexto PIB per capita mais alto do mundo (23300€) ;
  • É o país onde as pessoas compram mais livros;
  • Onde a esperança de vida para os homens é a mais alta do mundo – e não muito abaixo da das mulheres;
  • É o único país da NATO sem forças armadas (foram banidas há 700 anos);
  • Tem o sistema bancário com a expansão mais rápida do mundo;
  • Os bancos islandeses estão presentes em 20 países;
  • A empresa deCODE é líder mundial na investigação biotecnológica do genoma;
  • As exportações são altíssimas;
  • O ar é cristalino;
  • A água quente chega a todos os lares islandeses, vinda directamente das profundesas vulcânicas;
  • Prioridade absoluta: criar crianças felizes e saudáveis;
  • Os divórcios são banais e a liberdade individual deve-se à distância da ilha que a isolou da autoridade dos missionários. É por isso um país livre dos tabus que geram tanta angustia noutros países;
  • Os vikings eram impetuosos saqueadores e violadores mas tinham a coerência moral de não terem ciúmes do comportamento das mulheres. Estas tomavam conta da aldeia durante as suas longas ausências e quando eles regressavam tinham filhos dos escravos que eram bem aceites dentro do espírito de quantos mais melhor;
  • 63,7 em cada 100 nados vivos são fora do casamento;
  • As crianças pertencem à familia alargada, à aldeia – um conceito africano;
  • Vigdis Finnbogadottir, mãe soltera, foi a primeira mulher Presidente em todo o mundo, há 28 anos;
  • Não há gravidezes adolescentes não desejadas. Na Universidade de Reiquejavique é normal ver-se raparigas grávidas e até a amamentar na cantina. “Prolongam-se os estudos por um ano e o que é isso tem?”;
  • Quando uma criança faz anos não são só os vários pares de pais que vão à festa: são também os vários pares de avós e filas de tios e tias;
  • A educação oficial é de primeira classe, que tornam os estabelecimentos privados praticamente inexistentes. “Creio que há um, mas 99 por cento das crianças, sejam os pais canalizadores ou milionários recorrem ao sistema público”;
  • Os mil anos de ocupação do território sem electricidade e sem motores de combustão foram duros. Só os fortes e inventivos sobreviveram;
  • Praticamente todos os islandeses viveram alguns anos no estrangeiro e falam um inglês perfeito;
  • Souberam identificar o que há de melhor incorporá-lo na sua sociedade;
  • A Universidade de Reiquejavique terá dentro de dois anos um campus da era espacial e pretendem que seja um centro de educação global na área empresarial;
  • “Queremos importar cérebros, não exportá-los”;
  • A educação e a saúde é gratuita e de primeira classe. A medicina privada limita-se à cirurgia estética.
  • Em 1940, 85 por cento da energia da Islândia provinha do carvão e do petróleo. Hoje, 85 por cento provém da água quente vulcânica subterrânea;
  • O custo da energia é de dois terços da média europeia;
  • A tecnologia que permite o aproveitamento da energia geotérmica é exportada para países como a China, Indonésia, El Salvador e Djibuti;
  • Os escritores, pintores, cineastas, músicos (como Björk) são inúmeros;
  • A Ópera de Reiquejavique é composta exclusivamente por islandeses e toca ao mais alto nível em todo o mundo;


Por cá é mais é rotundas.


 

 

Artigo via Courrier Internacional

Posted by Paulo Sousa at 00:17:33 | Permalink | Comments (3)

Tuesday, April 15, 2008

Os efeitos começam a sentir-se

Depois do que já aqui falamos sobre o aumento do preços das matérias-primas, os efeitos começam a sentir-se. Na Europa, por enquanto, a maior consequência é ao nível da inflação.
Tudo em nome do ambiente. Será mesmo?

Posted by Paulo Sousa at 21:05:05 | Permalink | Comments (5)

Sunday, April 6, 2008

Novamente o fim do Império Americano

Parag Khanna, nasceu na Índia e cresceu nos Emirados Árabes Unidos, nos EUA e na Alemanha. É um especialista em geopolítica e lançou o livro “The Second World: Empires and Influnce in the New Global Order”, que está a abalar os EUA.

Segundo ele, durante os dois mandatos do George W Bush, o mundo mudou em resultado das suas decisões e apesar das suas decisões, a um nível que impedirão o próximo Presidente Obama, McCain ou Clinton de poder voltar a debater se na próxima intervenção de moralismo musculado deverão avançar sozinhos ou com aliados. O unilateralismo do período pós-Gerra Fria terminou.

Khanna, considera que neste período outras duas superpotências emergiram: A China e a União Europeia. Juntamente com os EUA definirão a história do Século XXI. Desvaloriza o peso global da Rússia, cada vez mais despovoada e governada pela Gazprom.gov, assim como o incoerente Islão. A Índia está muito atrasada em relação à China, quer em desenvolvimento quer em capacidade estratégica. Os três grandes ditam as regras e os restantes países deverão escolher quem pretendem seguir. Ao contrário do que aconteceu no passado, o equilíbrio de poderes disputou-se entre potências com culturas próximas. Actualmente a batalha é multicivilizacional.

Afirma que a Europa age cada vez mais como o fiel da balança entre os EUA e a China e que se jogar para os dois lados com inteligência terá muito a ganhar. Podem os conservadores americanos sentirem-se confortáveis pelas forças militares que têm estacionadas na Europa, mas na prática os europeus não necessitam delas. Que outra superpotência cresce em média um país por ano, com uma fila enorme de candidatos a entrar? O mercado único europeu é o maior do mundo. Se a China e os EUA entrarem em conflito o dinheiro de todo o mundo estará a salvo se investido em bancos europeus. No lançamento do euro esta nova moeda foi troçada pelos EUA, mas além da actual pouco surpreendente diferença cambial, alguns países muito influentes dentro da OPEP, como o Irão e a Venezuela que debatem o fim da cotação do petróleo em dólares “sem valor”.

Compara o esforço dos EUA em reconstruírem sem sucesso países como o Afeganistão e o Iraque com o investimento em sectores estratégicos em países periféricos como a Turquia e que funcionam como capital político para os prender à sua volta. Muitas regiões pobres do mundo perceberam que querem o sonho europeu e não o americano. África quer uma União Africana à imagem da UE. Os activistas do Médio Oriente querem uma democracia parlamentar como na Europa e não uma Presidência forte como nos EUA. Muitos estudantes repudiados depois do 11 de Setembro estão hoje a estudar em Londres e Berlim. Há duas vezes mais estudantes chineses na Europa do que nos EUA. Não os educando perde-se o ascendente sobre eles.

Isto e muito mais sobre a forma como a China se agiganta sem disparar um tiro, sobre a importância do que apelida de “segundo mundo” e da sua importância na definição da futura hegemonia, é tratado no seu livro. Pode aceder a um artigo em que o autor resume o próprio livro, editado recentemente no The New York Times, aqui.

Baseado em excertos da Courrier Internacional

Posted by Paulo Sousa at 23:13:27 | Permalink | No Comments »

Tuesday, April 1, 2008

Os fundos soberanos e o fim do Império

Nota prévia: entenda-se por fundo soberano uma carteira de investimento gerida de acordo com uma determinada política. Até aqui não se destinge num normal fundo de investimento que cada um de nós pode subscrever num qualquer banco da nossa praça, podendo adequar a política de investimento do fundo, mais ou menos arrojada, com o nosso perfil de risco. No entanto os fundos soberanos são geridos por Estados e não procuram exclusivamente a rentabilidade, mas constituem uma forma de intervir no mercado.

O FMI divulgou num estudo recente que estes fundos constituem actualmente cerca de 10% dos activos financeiros transaccionados nas bolsas mundiais, ascendendo a cerca de 13,4 biliões de dólares. Este valor tem aumentado ao ritmo de 800 a 900 mil milhões de dólares por ano, pelo que se estima que em poucos anos estes fundos terão um peso muito mais marcante e terão a capacidade de determinar tendências do mercado assim como poderão controlar as grande empresas mundiais. Nos últimos seis meses os bancos públicos da China compraram mais de dez mil milhões de dólares de acções de instituições de crédito americanas e europeias.

Estes fundos estão também a diversificar divisas. O dólar, que em 1997 denominava 80% das reservas de divisas mundiais, em 2006 atingiu os 66,5% e em 2007 chegou aos 63,5%. A quota do Euro subiu em 2006 de 24,4% para 26,4% em 2007. O FMI estima que a quota do euro subirá nos próximos três ou quatro anos até aos 30% e a médio prazo o iene, o yuan, talvez o rublo, o real e a rupia, assim como a moeda única a criar pelos seis países árabes exportadores de petroleo ‘empurrará’ o dólar até aos 50%. A herança do acordo de Bretton Woods assinado em 1944 e que lançou o dólar como divisa de referência dos mercados financeiros e de toda a economia mundial está cada vez mais enfraquecida.

Naturalmente, e como não há poder nem Império sem o pilar económico que o sustente, é a dimensão geoestratégica dos EUA que está perder importância. Será um sinal do início do fim do Império Americano?

Texto a partir de excertos da revista Expert (Moscovo), via Courrier Internacional

Posted by Paulo Sousa at 00:42:29 | Permalink | Comments (2)

Friday, March 14, 2008

O Plano Attali

O ex-assessor de Francois Mitterrand, Jacques Attali, está a preparar um estudo a pedido do actual Presidente Sarkozy. Este estudo tem como objectivo liberalizar a economia francesa.

A necessidade de liberalizar uma economia, para alguns pensadores de esquerda, funciona como prova inequívoca da existência da maldade humana. Mas acontece que já houve quem notasse que existe uma correlação positiva, calculada em +0,83, entre o facto de os países mais ricos do mundo serem também os mais livres economicamente.

Assim, o socialista Sr. Attali pretende identificar restrições à liberdade económica para que estas sejam removidas. Pelo lado da Presidência existe o compromisso de que “o que propuserem, faremos”.

Alguns dos pontos em análise:

Imigração – Sim, desde que selectiva. Deve permitir-se a reunificação familiar. É um caminho  para o rejuvenescimento da população e o preenchimento de de qualificações em falta. O estudo aponta para que cada 50 mil novos emigrantes corresponda um aumento de 0,1% do PIB.

Sobre este ponto acrescento apenas que ao se permitir a reunificação familiar de emigrantes, além de estabilizar socialmente este sector da população, reduz-se significativamente as transferências de capitais para os seus países de origem. Ainda sobre o rácio novos emigrantes/aumento do PIB o mesmo aplica-se ao regresso de portugueses emigrados. Imagine-se o impacto económico do regresso dos portugueses que trabalham no estrangeiro. Calculam-se em cinco milhões, mas mesmo que regressasse apenas um milhão tal corresponderia a um aumento de 2% do PIB. E é fácil de entender porquê. Só em venda e recuperação de habitações, o respectivo recheio, aquisição de veículos e de outros bens de consumo o impacto económico seria enorme. Sobre a isenção de impostos, lembro apenas que vivendo fora do país já estão isentos de pagar cá impostos, ou seja seria um grande passo para a dinamização da economia.

Administração Pública – Desburocratizar os serviços. O que o relatório aponta como maior necessidade é a redução de funcionários de ligação entre as Regiões e os Municípios.

Cá ainda se vive no paradigma de debater a Regionalização.

Preços – Aponta como necessidade a liberalização total, que passa pela eliminação das barreiras à entrada em determinados negócios.

Lembram-se da guerra de Sócrates contra as farmácias? Propaganda e barulho para que tudo fique na mesma.

Reformas - Adiar a idade da reforma e permitir que se trabalhe após essa idade. Permitir também que se acumule a reforma e salário.

Relação com as empresas – Recomenda a simplificação fiscal e contabilística, assim como ao Estado a pagar a 30 dias.

Em Portugal o prazo médio de pagamentos da Administração Central é de 153 dias e a Administração Local de 7 meses.

Mercado de Trabalho – Flexibilização das relações contratuais entre os patrões e os empregados.

Requisitos do estudo

- As medidas têm de ser tomadas todas em simultâneo e não a avulso, à la carte;
- As medidas têm de ser tomadas todas num curto espaço de tempo e não devagarinho. Recomenda-se que antes de Junho de 2009 tudo esteja em vigor.

Resultados esperados

– Aumento do poder de compra em 500€ por família;
– Cento e cinquenta mil novos empregos; redução do desemprego de 7,9% para 5%;
– Diminuição do nº de pobres de 7 para 3 milhões;
– Redução de 4 mil euros de dívida pública per capita.

Baseado num artigo do jornal Vida Económica

Posted by Paulo Sousa at 14:28:23 | Permalink | No Comments »

Thursday, February 7, 2008

Hillary , Obama , John McCain ?

Se alguém estava esperançado de que após a Super terça -feira se esclarecesse quem é o vencedor nos EUA , tem de esperar mais uns meses. Há um dilema na sociedade Americana que é interessante seguir: os democratas ainda não resolveram se querem a mudança anunciada por Obama ou se preferem uma transição alegadamente serena com Hillary.
A juventude segue o primeiro ,os mais velhos e as mulheres estão com Hillary( de acordo com as últimas sondagens publicadas) . McCain é uma agradável surpresa , que uma esposa 20 anos mais nova acompanha com enlevo.
Contudo, um aspecto que me surpreende é a mudança de atitude e de papel que Hillary personifica : ocupar o palco político . E esta é uma atitude nunca vista numa Primeira Dama Americana. Quem não se lembra do ar de total enlevo de Nancy Reagan quando o marido discursava? Quem não se lembra da investida de Hillary para alterar o sistema de saúde norte Americano ( um verdadeiro calcanhar de Aquiles na maior economia do Mundo) e que ela defendeu apenas com um bule de chá em cima da mesa? Os Americanos não gostaram da afronta. Hillary retirou-se . À espera. Ultrapassou vexames públicos, viu a sua vida privada virada do avesso , mas prosseguiu o seu objectivo : chegar à casa Branca não como mulher de mas tornando Clinton o Primeiro Damo da América, depois de ter sido ele o Presidente. De facto a história feita com mulheres é muito mais divertida , picante e cheia de imprevistos. Mas se não me engano esta poderá ser a sua principal fragilidade: em que matérias esteve a favor? Em que matérias discordou? Que papel e que influência continuará a ter o Primeiro Damo Clinton nos destinos da América?
A campanha ainda não atingiu o seu auge . Espero que o verniz não estale . OK?
Romney já abandonou a corrida para a Casa Branca!!
Posted by Ana Narciso at 15:39:31 | Permalink | Comments (3)

Wednesday, February 6, 2008

Change!

Não sei se repararam, mas todos os apoiantes de todos os candidatos, sejam republicanos ou democratas têm um cartaz que tem a palavra “Change”. Ninguém se identifica com estes quase 8 anos de administração Bush.Após a “super terça-feira” pelo lado dos Republicanos Mc Cain está na frente e a larga distância, quanto aos democratas a diferença está em 100 delegados, a luta vai ser até ao fim. Estas eleições estão a ser seguidas com muito interesse por todo o mundo, já que se avizinha uma recessão nos EUA. E já alguém dizia: se do lado de lá, houver uma constipação, do lado de cá apanhamos uma pneumonia.

Posted by Pedro Oliveira at 10:10:03 | Permalink | Comments (1) »

Friday, January 4, 2008

O bater de asas da Borboleta

Todos já ouvimos falar que o bater de asas de uma borboleta no pacífico pode provocar uma tempestade no atlântico.

Ontem, começou a corrida eleitoral nos EUA, após oito anos de republicanos, todos acreditam que o próximo Presidente será democrático, qual dos preconceitos vai cair? o de eleger um Negro ou, o de eleger uma Mulher? para já o Negro vai à frente.

Que seja um bom presidente para os EUA, pois a borboleta nestes últimos 8 anos tem dado muito à asa!

Posted by Pedro Oliveira at 15:53:29 | Permalink | Comments (2)

Thursday, October 18, 2007

Razões óbvias!

O nosso Governo não recebeu o Dalai Lama por “razões Óbvias”(medo da China). Merkl e Bush receberam o Dalai Lama por “razões óbvias”( fazer com que a China receba o líder espiritual do Tibete).
Posted by Pedro Oliveira at 07:30:16 | Permalink | Comments (1) »

Monday, September 10, 2007

Quem não se Lembra?

O mundo mudou, faz amanhã 6 anos.

Posted by Luís Malhó at 17:16:40 | Permalink | No Comments »