Islândia
“A mais alta taxa de nascimentos da Europa + a mais alta taxa de divórcios da Europa + a maior percentagem de mulheres a trabalhar fora de casa = ao melhor país do mundo para se viver. Alguma coisa deve estar errada nesta equação. Juntem-se estes três factores – imensas crianças, lares desfeitos, mães ausentes – e o que se obtém é certamente a receita para a desgraça e para o caos social. Mas não. A Islândia, o bloco de lava subártica a que se aplicam estas estatísticas, está no topo do mais recente índice oficial de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o que significa que, como sociedade e economia – em termos de riqueza, saúde e educação – os islandeses são campões do mundo.”
É assim que começa um artigo do londrino The Guardian sobre a Islândia.
Outras notas avulsas referidas no artigo:
- A Islândia é o país com o sexto PIB per capita mais alto do mundo (23300€) ;
- É o país onde as pessoas compram mais livros;
- Onde a esperança de vida para os homens é a mais alta do mundo – e não muito abaixo da das mulheres;
- É o único país da NATO sem forças armadas (foram banidas há 700 anos);
- Tem o sistema bancário com a expansão mais rápida do mundo;
- Os bancos islandeses estão presentes em 20 países;
- A empresa deCODE é líder mundial na investigação biotecnológica do genoma;
- As exportações são altíssimas;
- O ar é cristalino;
- A água quente chega a todos os lares islandeses, vinda directamente das profundesas vulcânicas;
- Prioridade absoluta: criar crianças felizes e saudáveis;
- Os divórcios são banais e a liberdade individual deve-se à distância da ilha que a isolou da autoridade dos missionários. É por isso um país livre dos tabus que geram tanta angustia noutros países;
- Os vikings eram impetuosos saqueadores e violadores mas tinham a coerência moral de não terem ciúmes do comportamento das mulheres. Estas tomavam conta da aldeia durante as suas longas ausências e quando eles regressavam tinham filhos dos escravos que eram bem aceites dentro do espírito de quantos mais melhor;
- 63,7 em cada 100 nados vivos são fora do casamento;
- As crianças pertencem à familia alargada, à aldeia – um conceito africano;
- Vigdis Finnbogadottir, mãe soltera, foi a primeira mulher Presidente em todo o mundo, há 28 anos;
- Não há gravidezes adolescentes não desejadas. Na Universidade de Reiquejavique é normal ver-se raparigas grávidas e até a amamentar na cantina. “Prolongam-se os estudos por um ano e o que é isso tem?”;
- Quando uma criança faz anos não são só os vários pares de pais que vão à festa: são também os vários pares de avós e filas de tios e tias;
- A educação oficial é de primeira classe, que tornam os estabelecimentos privados praticamente inexistentes. “Creio que há um, mas 99 por cento das crianças, sejam os pais canalizadores ou milionários recorrem ao sistema público”;
- Os mil anos de ocupação do território sem electricidade e sem motores de combustão foram duros. Só os fortes e inventivos sobreviveram;
- Praticamente todos os islandeses viveram alguns anos no estrangeiro e falam um inglês perfeito;
- Souberam identificar o que há de melhor incorporá-lo na sua sociedade;
- A Universidade de Reiquejavique terá dentro de dois anos um campus da era espacial e pretendem que seja um centro de educação global na área empresarial;
- “Queremos importar cérebros, não exportá-los”;
- A educação e a saúde é gratuita e de primeira classe. A medicina privada limita-se à cirurgia estética.
- Em 1940, 85 por cento da energia da Islândia provinha do carvão e do petróleo. Hoje, 85 por cento provém da água quente vulcânica subterrânea;
- O custo da energia é de dois terços da média europeia;
- A tecnologia que permite o aproveitamento da energia geotérmica é exportada para países como a China, Indonésia, El Salvador e Djibuti;
- Os escritores, pintores, cineastas, músicos (como Björk) são inúmeros;
- A Ópera de Reiquejavique é composta exclusivamente por islandeses e toca ao mais alto nível em todo o mundo;
Por cá é mais é rotundas.
Artigo via Courrier Internacional
