Monday, August 11, 2008

Uma ideia parva (mais outra)

Os centros de incubação de empresas são organizações com características que diferem de país para país. Pelo que tenho lido o primeiro deles surgiu em Inglaterra e foi uma forma de ocupar instalações disponíveis após a falência de grandes empresas nomeadamente do sector metalúrgico.
A ideia base é adaptável a cada mercado mas normalmente consiste no apoio logístico e institucional de jovens empreendedores sem o capital necessário para o arranque de uma empresa. É mais habitual que se destinem a empresas de serviços, até pela uniformidade da suas necessidades logísticas, sendo que as empresas de maior potencial são as de base tecnológica, estando por isso normalmente associadas a Universidades. Naturalmente que, enquanto centro de incubação, numa fase mais evoluída do negócio, e num prazo pré-definido, cada uma destas empresas terão de escolher outro espaço a suportar por sua conta.
O Instituto Politécnico de Leiria criou um centro de incubação de empresas, embora apenas dirigida a alunos, ex-alunos e docentes.
De que forma este conceito poderia ser adaptável ao nosso concelho?
Existe algum espaço que seja propriedade do Município de Porto de Mós que se possa transformar para esta fim? Bastam meia dúzia de escritórios equipados com os serviços básicos (telefone, fax, internet, etc…) a ceder gratuitamente de preferência a jovens empresários que fossem originários do concelho, com formação superior e cujo negócio fosse de base tecnológica. Candidaturas de empresários menos jovens, de fora do concelho ou até do distrito seriam igualmente consideradas, embora com menor poderação face a projectos de jovens residentes e de base tecnológica.
Para inverter o actual cenário económico são precisas empresas e empreendedores, e para
conseguir isso são necessárias ideias.
O Primeiro Ministro prometeu 150.000 novos empregos mas como alguém disse na altura seria bem melhor conseguir 150.000 novas empresas, e assim talvez conseguíssemos dar um apoio determinante a alguns projectos que no futuro seriam criadores de emprego e de riqueza.
Alguém quer acrescentar detalhes a esta ideia?
Posted by Paulo Sousa at 08:28:04 | Permalink | Comments (4)

Friday, June 27, 2008

Tok’andar até ao Juncal

Quantos residentes do nosso concelho, lembro-me especialmente das freguesias serranas, já visitaram o Juncal? Ou então, há quanto tempo lá foram pela última vez? A mesma pergunta servirá para os habitantes das freguesias a poente do concelho. Quantos conhecerão a Lapa dos Pocilgões, ou a Cova da Velha? E quantos residentes da sede do concelho conhecem a Capela de São Miguel do Peral, ou os Buracos dos Mouros, ou até o Cruzeiro do Talho Redondo?

A heterogeniedade geográfica do nosso concelho leva a que nos conheçamos mal uns aos outros. Muito mal mesmo.

Acho que a Câmara poderia contribuir para uma maior identidade concelhia se promovesse um intercâmbio entres as diferentes freguesias. Na prática poder-se-ia calendarizar visitas entre todas as freguesias, uma a uma. Por exemplo, num qualquer domingo poderia encher-se um ou mais autocarros com pessoas da Freguesia de São Bento que iriam assistir à missa no Juncal e depois fazia-se um piquenique e podia-se dar uma volta pela freguesia fazendo várias paragens. Nesse mesmo dia a Freguesia da Calvaria poderia visitar Serro Ventoso, a Mira de Aire ia às Pedreiras, etc. O programa duraria alguns meses e estou certo que no final cada participante associaria facilmente o nome de cada uma das outras freguesias com um local especifico e a pessoas em concreto. Sei que muitos juncalenses distinguem Serro Ventoso de Alvados ou de São Bento apenas pelo nome sem saberem concretamente onde fica ou e sem que conhecam ninguém que lá more.

Podem achar que é uma ideia parva, mas acho que há outras coisas em que se gasta dinheiro com um retorno bem menor, para não dizer que são um total desperdício.

Por falar em nos conhecermos melhor, convido todos os leitores do blog, mesmo que sejam de fora do Concelho, a visitar o Juncal no próximo Domingo às 9h00. No âmbito do programa Tok’andar será inaugurado o Percurso Pedestre Trilho da Fonte Falsa e a conhecer a Capela de São Miguel e outros recantos, assim como a conhecer a história do Painel de Azulejos da Srª das Dores pintado no Sec. XVIII na Real Fábrica do Juncal. Ver aqui o Prospecto.

Posted by Paulo Sousa at 22:06:47 | Permalink | Comments (5)

Friday, March 7, 2008

Pago para pensar

Nas empresas, públicas ou privadas, antigamente, era normal os colaboradores reagirem com um: “não sou pago para pensar”, quando chamados a terem uma intervenção mais directa na resolução de um problema, pois isso (pensar) era responsabilidade do -Chefe-. Hoje em dia, nas empresas, os líderes estimulam o pensar e a criatividade a todos na organização, de forma a criar mais valor ao que se produz e com que haja  o sentimento de pertença por parte de todos. É público a solução que uma marca de dentífrico ”arranjou” para o aumento de vendas: aumentar o diâmetro do furo da embalagem. Segundo a empresa, essa solução nasceu dentro da empresa, não pelos homens da inovação, mas pelos “operacionais”.
Há muitas empresas que estimulam a criatividade dos seus funcionários através dos ganhos de produtividade das ideias, ou seja, se uma ideia tiver sucesso na sua implementação e daí ocorrer um ganho de produtividade, a pessoa ou pessoas envolvidas nessa melhoria, beneficiam em termos financeiros dessa inovação.

Isto tudo, porque a outra escala, há uns tempos, deparei-me com uma situação inversa:

Ia na estrada e vi duas pessoas a colocar uma placa de sinalização à frente de uma outra que já lá estava com indicações de localidades e distâncias ás mesmas. Parei e disse:
-Peço desculpa, mas a placa que estão a colocar vai ficar à frente da que já lá está e que tem informação útil aos condutores.
Resp: mandaram colocar aqui, é aqui que vai ficar
-Mas, não é possível ligar a alguém e sugerir que desloquem a placa mais para o lado?
Resp: o chefe mandou colocar aqui e aqui vai ficar.
-Ok,boa tarde.

Lá fui eu a pensar que afinal ainda há um longo caminho a percorrer na questão do: Não sou pago para pensar!

Posted by Pedro Oliveira at 07:42:55 | Permalink | No Comments »

Monday, April 23, 2007

Uma Proposta para o Juncal

O Juncal tem uma oportunidade única de se desenvolver, haja vontade política e algum planeamento.

Um conjunto de factores alheios à freguesia e ao próprio município, proporcionam neste momento, a possibilidade de termos uma Escola Primária nova, com 11 salas de aula, para acolher as crianças de toda a freguesia e um Centro de Saúde também novo.

Entre as várias alternativas há uma que me parece óptima e permite que o Juncal fique bem servido de equipamentos públicos, para o futuro.

O Ministério da Educação está disponível para edificar uma Escola Primária de raiz, num outro local, que poderia ser junto ao futuro Pavilhão Gimnodesportivo e do campo de futebol. A actual Escola Primária poderia servir para o futuro Centro de Saúde, que ainda não tem local definido. Seria um excelente exemplo de boas práticas, a nível central, da cooperação entre dois Ministérios (Saúde e Educação).

O nosso executivo camarário poderia adquirir o terreno em frente à escola primária para fazer um grande espaço verde digno, sem qualquer construção, onde a população da freguesia pudesse usufruir de um jardim, de um parque infantil e de ar puro.

Posted by Luís Malhó at 10:00:00 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, March 29, 2007

Um Museu parado no tempo

Regressei, alguns anos depois, ao Museu dos Coches, em Lisboa. Nada mudou. Esperei mais interactividade, mais pontos de interesse.. nada. Os Museus ainda são locais para olhar não para sentir. Que pena!! Mas Um Museu cheio de crianças, um Museu cheio e turistas, um espólio notável… uns sanitários degradantes!! Uma casa de banho sem porta, com um cheiro nauseabundo e uma torneira a conta-gotas. Uma verdadeira nódoa num local que devia ser de excelência em todos os parâmetros. Não deixei de apresentar uma reclamação ao Ministério da Cultura. Mas entre tantas mulheres que ali circulavam fui a única que apresentei reclamação. Porquê? Mau feitio? Responsabilidade cívica? Excesso de zelo?
Posted by Ana Narciso at 19:07:23 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, February 13, 2007

Bons exemplos

Como sabem, a minha opinião sobre a “reconstrução” da antiga Central Termoeléctrica em Porto de Mós é negativa porque, para mim, é um exagero o dinheiro que lá vão gastar (2 milhões de euros).

Mas se o projecto avançar, deixo aqui uma sugestão para aproveitamento do edifício.

um abraço,

 

Posted by Pedro Oliveira at 13:15:51 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, February 1, 2007

Ver a Banda passar…

Nota Prévia: antes de mais, apresento o meu pedido de desculpas se, de algum modo, for injusto para com a Banda Recreativa Portomosense. No entanto, vou expressar o meu sentimento em relação à entidade como um todo.

Quando era mais novo e, talvez por influência da péssima experiência na educação musical, na Escola Preparatória da vila, via na Banda, uma instituição cinzenta, não só pela farda, e distante, onde a música era algo inacessível, que só servia para procissões e romarias.
Na altura, a ideia de fazer parte desta organização era pouco ou nada apelativa, e a imagem das pautas à frente do instrumento, a passo de tropa, faziam com que a “malta” nem se aproximasse das instalações da antiga cadeia, onde funcionava, à data.
Hoje, consigo avaliar o quão errado estava. Consigo, agora, sentir a sua falta e a ausência de contributo para o meu crescimento pessoal. Questiono-me, por vezes, sobre as verdadeiras razões que, nessa época, repeliam o possível entusiasmo de aprender. Não se trata apenas de aprender música, mas sim de aprender! Face a este estado de interrogação, justifico-me perante a minha ignorância forçada, com base em ideias pré-concebidas, num sistema de ensino artificial, pelo menos nesta matéria, que em nada soube estimular os alunos para estas Artes.
Naturalmente, o enquadramento social e familiar em nada abonou a este favor, apresentando, antes pelo contrário, a sua quota parte de responsabilidade, seja por deficiência na divulgação das artes, talvez nunca vista desta forma, seja por ausência de motivação, ou ainda, por total desconhecimento do seu benefício educacional.
Hoje, aos 35 anos, infelizmente, posso dar-me ao luxo de pagar uma mensalidade para frequentar, com a família, uma instituição, em tudo exemplar, que começou, também, há muitos anos atrás, como Banda Recreativa. Certo é, que a determinada altura soube parar para pensar no seu destino e ver o futuro à sua frente. Passou, então, a designar-se Escola de Artes, que, por sinal, ainda mantém, com muito orgulho e carinho a sua Banda de música. Aqui está o segredo deste sucesso! É necessário oferecer aos seus “Clientes” o ambiente familiar, de modo a motivar e incitar ao “consumo, tão natural como a sua sede”. A estratégia passa pela necessidade de cada um, seja como de um bem de primeira necessidade se trate, seja, apenas, como uma simples ocupação para aprender a ouvir e sentir a música, para nos sentirmos especiais.
Vem isto a propósito, de um comentário anónimo (que deve conhecer a realidade da Banda) aqui no vilaforte, sobre a situação actual da Banda Recreativa Portomosense. Desconhecendo as condições reais e presentes e, realçando, uma vez mais, a eventual possibilidade de injustiça crítica, para com os actuais responsáveis desta organização, deixo no ar algumas questões objectivas que, muito gostaria de ver esclarecidas.
1. Existe alguma estratégia definida para a Banda Recreativa Portomosense?
2. Há objectivos definidos a atingir?
3. Os vários níveis de ensino público, desde a creche ao ensino primário, são contemplados com visitas da Banda, para acções de divulgação e motivação das artes?
4. Esta Banda tem algum relacionamento com organizações culturais do concelho? A título de exemplo, Grupo Coral, Escola de Dança, …
5. Alguma vez terá sido ponderada a hipótese de construir uma Escola de Artes em Porto de Mós?
6. Haverá algum protocolo/parceria com organizações semelhantes no distrito, e porque não a nível nacional? A Europa é mesmo ao virar da esquina, há aqui alguma ligação que nos possa unir para dar a conhecer a “nossa” casa?
7. Que tipo de ligação ou relacionamento existe com as associações de pais e/ou de estudantes?
São apenas algumas linhas que desconheço e ficaria feliz por sabê-las encaminhadas no melhor sentido.
INOVAR, não é domínio único da indústria, deve ser apenas o “modus vivendi” de cada um de nós, com espírito crítico e aberto ao futuro. De nada serve reclamar apenas porque não nos dão o destaque merecido. É tempo de olhar para a frente e deixar os resultados à vista da satisfação de todos para ir sempre mais além.
Como disse, na nota prévia, é tão simplesmente o meu sentir em relação, à Banda Recreativa Portomosense e à experiência que vivo, de há algum tempo a esta parte, numa instituição tão merecedora e com tão pouco reconhecimento. A Sociedade Artística e Musical dos Pousos – SAMP, na sua ESCOLA DE ARTES dá-me o prazer de frequentar aulas de BERÇO, para bebés, aulas de música, com instrumento, já noutro nível, e aulas de canto. É um projecto em tudo diferente desde a concepção até ao método de ensino natural. Aproveito, ainda, tão escassa oportunidade para dar a conhecer um pouco desta escola que, também trabalha na área da musicoterapia, sem esquecer os nossos mais “velhos” pais ou avós, às vezes já esquecidos numa instituição ou em hospitais, por motivos de saúde.

Um abraço,

 

Posted by Pedro Oliveira at 17:35:58 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, January 30, 2007

Energia Verde

Consciente da necessidade de redução do consumo do petróleo, diminuição dos gases que provocam o efeito de estufa, respeito pelo Protocolo de Quioto, entre outros, a Águas do Algarve S.A. tem em andamento vários projectos que visam a produção de energia verde, entre estes a instalação de micro-hidricas.”

Numa altura em que se fala em: portagens à entrada das cidades e racionalizar a água que consumimos, entre outras medidas para podermos ter um desenvolvimento sustentado, esta ideia de as entidades gestoras da água em conjunto com as Autarquias produzirem energia verde, com estas micro-hidricas, parece-me excelente.

Esperamos todos, que seja um exemplo a seguir em todo o país.

um abraço,

Posted by Pedro Oliveira at 18:20:29 | Permalink | No Comments »

Inovação em Português

A primeira vez que ouvi falar da Cnotinfor(empresa com sede em Coimbra), foi há duas semanas, a Cnotinfor fez um acordo com uma empresa da Índia para, fornecimento de software educacional. Este acordo teve o alto patrocínio do Presidente da República aquando da sua visita à Índia.

Ao visitar o site da empresa, verifiquei que, têm um produto chamado eBeam. Este eBeam é revolucionário, pois transforma qualquer parede ou quadro branco num Quadro Interactivo digital. Pesa menos de 500g e é instalado em poucos minutos.

Em entrevista à Antena 1, um dos sócios da empresa, referiu estar a trabalhar com o ministério da educação para a instalação deste equipamento nas escolas Portuguesas.

Como pai, espero que o eBeam seja aplicado no maior número possivel de escolas, para que os nossos filhos aprendam de uma forma, agradável e com inovação.

 

um abraço,

Posted by Pedro Oliveira at 08:00:22 | Permalink | Comments (3)