Friday, November 30, 2007

Greve

Hoje é dia de greve na função pública! Todos somos vítimas das pseudo-reformas deste governo mas, os funcionários públicos são quase sempre quem se “chega à frente” na luta pelos seus direitos. Por principio sou contra greves que prejudiquem os outros, o argumento dos grevistas é que se não for assim não tem impacto.

O que não compreendo é o aproveitamento da greve para dramatizar as coisas e criar o medo da insegurança nas pessoas. Hoje o Sr. Picanço (sindicalista) disse isto na Antena1:

“não deveria haver voos, pois o departamento de aeronáutica dos instituto de meteorologia está em greve, logo não há informação sobre o estado do tempo que permita voos em segurança, se houver acidentes, as seguradoras não vão assumir responsabilidades” .

Alguém acredita que se não houvesse segurança para os aviões levantarem voo eles levantariam?

Há necessidade deste tipo de discurso, por parte dos sindicalistas? Estas greves levam a alguma coisa, ou servem para o estado poupar uns milhares de euros em vencimentos?

Posted by Pedro Oliveira at 07:53:00 | Permalink | Comments (13)

Thursday, May 31, 2007

As contradições descem à rua

A dimensão da participação nas greves é sempre um valor sobre o qual nunca me lembro de ter havido entendimento entre os sindicatos e os patrões. Os sindicatos apresentam números muito acima ao real e por seu lado as entidades empregadoras, normalmente o estado, garante que esta não teve um impacto assim tão relevante.

 

Ora como é sabido dia de greve é descontado no ordenado, e é quem aufere de menores remunerações que é mais prejudicado ao participar numa greve. São os trabalhadores com ordenados mais reduzidos que vivem mais perto do limiar do conforto financeiro. Se receberem um dia a menos já vai ficar alguma coisa de fora do seu apertado plano de compras.

Por outro lado, são os trabalhadores com remunerações superiores que mais facilmente alinham numa greve, pois o seu orçamento mensal é folgado e um dia a menos não lhe causa transtorno de maior.

Entramos assim numa situação curiosa em que os trabalhadores que mais dificuldades passam não participam na greve e pelo contrário, são os que maiores remunerações auferem que ‘vão à luta’.

Observando a fundo o fenómeno é curioso ver os Sindicatos a exagerar os números da participação, e como tal o número de pessoas que vivem com algum desafogo financeiro, assim como os empregadores dizendo que apenas participou na greve um reduzido número de pessoas, assumindo assim que grande parte do universo de possíveis grevistas não podem abdicar de uma parcela que seja dos seus vencimentos.

Há alguém que entenda esta gente?

Posted by Paulo Sousa at 00:04:36 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, November 9, 2006

Greve

Não aderi à greve e não tenciono aderir nos próximos tempos. Entre o deve e o haver, o resultado é a favor da tutela que consegue amealhar mais uns Euros, (uma migalhas como diz o Dr Medina Carreira), que nem resolvem o buraco orçamental, nem aumentam o poder de compra da função pública. Estou portanto totalmente de acordo com o Paulo . Mas para além do aspecto monetário , eu concordo com a proposta do Ministério em distinguir professores e premiar o mérito de cada um. Não vai ser fácil! Mas por esta causa eu estou disposta a ir à luta. Estou cansada de uma igualdade revolucionária e teórica que provocou as maiores injustiças na carreira docente , no desempenho dos alunos e das escolas.Estou disposta a prestar as provas que a tutela entender necessárias para subir , descer ou manter o escalão em que me encontro. Estou disposta a admitir que para determinadas funções só alguns têm competência e que essa diferença deve ter algum eco na carreira e na carteira. Não à greve ; sim à diferença!

Posted by Ana Narciso at 16:31:56 | Permalink | Comments (3)

Wednesday, November 8, 2006

Greve quase Geral

Amanhã e no dia seguinte haverá uma Greve Geral da função pública.

Mais uma vez as datas escolhidas surgem coladas a um fim de semana. A malta pega a greve com o fim-de-semana e os sindicalistas dizem que quem faz ponte é porque alinha com o seu protesto. Todos ficam contentes.

O governo também gosta porque assim até parece que está a fazer reformas e além disso poupa em remunerações, em luz eléctrica, em fotocópias, em lápis e canetas.

Em protesto contra este governo da propaganda, eu também fazia greve, mas sexta-feira tenho de enviar um cheque para a Administração do IVA e tenho de facturar.

Um país, muitas realidades.

Posted by Paulo Sousa at 23:40:20 | Permalink | No Comments »