Thursday, September 11, 2008

Erário público parece tábua de tiro ao alvo

Não há muito tempo soubemos que serão transferidos para os municípios competências no âmbito do ensino básico. As Câmaras Municipais, entre as quais a de Porto de Mós, tiveram de aprovar uma carta educativa na qual definiam, ou deviam definir, a sua estratégia educativa. Sublinhei a palavra estratégia para que não se confunda com táctica como é vulgar acontecer nesta terra. Cá entre nós a carta educativa não passou de uma exigência aborrecida e imposta, e não uma oportunidade para repensar a educação dos nossos jovens. Depois de dar uma vista de olhos pela dita carta saltaram-me à vista duas questões.

1 - Na página 91 do documento (93 do texto) é definido como critério que escolas com menos 10 alunos irão fechar. Nada a opor. Logo depois na página 104, é apresentado um gráfico onde se vê que o nº de alunos da EB1 do Andam, lugar a 2,5 km do Juncal (sede de Freguesia), é de 10, o que corresponde a uma ocupação de 47%. A tendência é claramente descendente. Nos parágrafos seguintes fala-se da transferência dos alunos do Andam para o Juncal ou Casais Garridos.

Constatação: No arranque do ano lectivo de 2006/2007, no mesmo período de tempo em que a Carta Educativa foi proposta à Assembleia Municipal, foi instalado um sistema de aquecimento, a escola foi pintada e foi adquirido mobiliário novo. No ano lectivo que agora começa esta escola será encerrada. Despesa Total: Perguntem ao Sr. Albino Januário, Vice-Presidente da Câmara e especialista em finanças e paladino do rigor dos dinheiros públicos.

2 – Na página 105, pode observar-se que o nº de alunos da EB1 da Cumeira de Cima diminuiu para metade em 4 anos anos mas segundo o documento “o encerramento desta escola não deve ser equacionado para já”. Assim na página 155 recomenda-se a construção de uma sala polivalente no valor de 50.000€ para o ano de 2009. Estranho é que em rodapé se diga: “A EB1 de Cumeira de Cima ainda não é uma escola de lugar único mas, perspectiva-se que o será a curto prazo; nesse caso, os alunos serão também integrados no Pólo Escolar de Juncal”.

Sabemos que o ano de 2009 é um ano especial e se 50.000€ servirem para ganhar uns votitos até são bem gastos. Sabemos também que apesar do jeito do Sr. Presidente em acompanhar as obras de fio de prumo na mão, os 50.000 € talvez cheguem para dar a entrada para a dita sala.

Não há dinheiro que vede tamanha falta de planeamento!

Posted by Paulo Sousa at 15:28:13 | Permalink | Comments (53)

Sunday, July 27, 2008

O exemplo vem de cima

Porque é que os fabricantes de automóveis, detentores de tecnologia de ponta, não dissimulam os sensores de marcha atrás dos seus carros? A resposta é fácil. Porque não querem. Se este acessório não fosse visivél para todos quantos observam um carro seria menos atractivo para o seu proprietário.

Em Marketing a qualidade não basta ser efectiva, tem de ser perceptível.

E o que é isto tem a ver com Porto de Mós? Tem a ver porque não faz sentido que o site da Câmara Muncipal de Porto de Mós, tenha um link para um servidor da AMAE com toda a cartografia do território do concelho e respectiva classificação de acordo com o PDM, sem que isso seja objecto de divulgação. Esta funcionalidade é muito interessante e útil e entendo que todos os munícipes deveriam saber que é possível consultar as zonas para as quais podem ou não apresentar projectos de construção, sem que para isso tenham de se deslocar aos Paços do Concelho. Podem dizer-me que já há quem saba isto e utilize esta ferramenta, mas a sua divulgação não terá sido eficaz, pois encontrei-a por acaso.

Ao dar uma vista de olhos pelo PDM para a Freguesia do Juncal deparei-me com algo estranho.

E não querem ver que a Câmara Muncipal que, colocando na prática as competências que a lei lhe atribui na aprovação de projectos, está ela própria a violar o PDM. A imagem assinalada respeita à rotunda da Cruzinha, obra já aqui abordada, e como é claramente visível encontra-se totalmente dentro da Reserva Agrícola Nacional. Há dois pesos e duas medidas para o cumprimento do PDM? Como podem os cidadãos aceitar que sejam impedidos de construir dentro de povoações, muitas vezes em terrenos servidos com infra-estruturas que resultam de investimento público, quando o próprio regulador se está borrifando para a lei e constrói onde lhe dá na real gana?

Perante isto não posso terminar sem citar o Vice-Presidente da Câmara, Sr. Albino Januário na última edição d’O Portomosense: ”…bem sabe quanto pode custar ignorar as regras e as normas inerentes à boa gestão há muito consagradas em manuais que todos deveriam ler com atenção e praticar no seu dia a dia. Fazer tábua rasa dessa conduta, na ânsia de responder a impulsos e objectivos imediatos de justificação duvidosa, só pode conduzir a soluções difíceis e desagradáveis.

Gostaria de ouvir o Sr. Albino Januário pronunciar-se sobre a rotunda em causa.

Posted by Paulo Sousa at 01:22:10 | Permalink | Comments (19)

Sunday, July 6, 2008

Sem comentários

Posted by Paulo Sousa at 14:38:56 | Permalink | Comments (21)

Tuesday, July 1, 2008

Prioridades

«O pavilhão multiusos, promessa eleitoral de João Salgueiro, presidente da Câmara de Porto de Mós, deverá avançar ainda neste mandato. Já a recuperação da central termoeléctrica para fins culturais poderá não acontecer até às próximas eleições autárquicas, admite o edil.
O autarca reconhece que estas duas obras são “emblemáticas do actual executivo” e que ainda se mantêm como prioritárias. No entanto, ressalva: “por vezes temos de definir outras prioridades”, atendendo “às oportunidades que nos surgem”, e cita como exemplo “a segunda e terceira fases da zona industrial de Porto de Mós”, devido ao interesse demonstrado “por diversas empresas em se instalarem” no concelho.
(…) Ainda assim, admite que o pavilhão multiusos continua a ser uma das suas prioridades”. “Espero ainda iniciar a sua construção no presente mandato, embora estejamos altamente concentrados nas zonas industriais”, revela.
Já a recuperação da central termoeléctrica para fins culturais é um “projecto com pernas para andar”, diz João Salgueiro. Trata-se de um projecto que faz parte do plano de acção apresentado pela Associação de Municípios do Pinhal Litoral, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional, pelo que “deverá ter elegibilidade, em termos de subsídios”, adianta o autarca, acreditando que poderá “avançar ainda na fase final deste mandato”.
Contudo, explica que a autarquia “não tem possibilidades de avançar só por si com a obra”, até porque “temos outras prioridades e necessidades”.»
Região de Leiria, 27/6/2008

Depois de ler este artigo fiquei sem saber o que de facto é prioritário e lembrei-me de Sun Tsu n’A Arte da Guerra

“Estratégia sem táctica é o caminho mais curto para a vitória. Táctica sem estratégia é som antes da derrota”

Posted by Paulo Sousa at 14:27:12 | Permalink | Comments (12)

Friday, June 27, 2008

Prioridades cosmésticas

Eis a nova prioridade do concelho.
Em tempo de dificuldades e ainda com queixumes à herança das contas
que o anterior executivo lhe deixou mas do qual ele era vice-presidente, o Sr.Presidente da Câmara sentiu necessidade de adquirir uma nova viatura para sua utilização (leia -se para exercicio da função).

E aqui está, em primeira mão no Vila Forte aquele que irá substituir o Rover.
Pois é que o Rover já não serve porque foi do José Ferreira e de facto esta é mesmo uma prioridade.
Afinal o Cine Teatro de Porto de Mós pode continuar à espera.
Não há dinheiro, nem para continuar a abastecer a carrinha da Banda. É a crise! Há outras prioridades.
Não há dinheiro.

E um parafuso já não é mais um parafuso.

Posted by Pedro Oliveira at 00:03:06 | Permalink | Comments (25)

Saturday, June 14, 2008

Direito de resposta à resposta do Senhor Presidente

Senhor Presidente, não quero de forma alguma  que deixe de se sentir sistematicamente elogiado
com os artigos que escrevi e escreverei, não só nos jornais como no blog que afinal já lê.
E faz bem, porque sempre aprende alguma coisa. Mas não deixa de ter razão num ponto:
manda quem é eleito pelo voto popular! É verdade. Mas a democracia tem regras:
não existe uma verdadeira democracia sem uma oposição forte, construtiva, vigilante
e que o obrigue a explicar  em detalhe as decisões que toma e o caminho que leva o
dinheiro que é de todos nós. Também me sinto elogiada pelo trabalho que lhe dei. 
Pelo que escreveu, não aprova nem o momento, nem a forma, nem o conteúdo nem a pessoa.
Infelizmente tem exactamente a mesma atitude em relação a todos os que discordam de si.
Eu estive em várias Assembleias Municipais e vi a forma elevada (??????) como argumentava ou
como gosta como dava umas “achegas” aos Deputados da bancada que não o elegeram.
Uma atitude que contagiou os outros Vereadores que à falta de argumentação,
 desculpe, de “achegas” davam murros   cheios de tolerância democrática.
Mas vamos ao que interessa .

“O Concelho de Porto de Mós virou estaleiro”. Mais uma vez  estamos de acordo. É mesmo um estaleiro.
Ou de obras para remodelação, ou de cosmética ou de acabamento de obras que vinham do outro Executivo,
 onde foi, traiçoeiramente, cúmplice  Ao menos aqui também podíamos e devíamos discordar.
Se o anterior executivo, com a sua total cumplicidade, foi acusado de continuar a apostar no alcatrão e
betão  constato que  no seu mandato nada se alterou. E devia. Por exemplo: devia haver um “estaleiro”
para  as TIC e para o Leiria Região Digital, outro estaleiro para o Turismo, outro estaleiro para a criação
de parcerias entre Porto de Mós e as instituições de Ensino Superior do Distrito, outro estaleiro para
a marca Porto de Mós, outro estaleiro para a Fundação+S.Jorge+Câmara, Música, A Central a Ecovia…
 nada apenas e só uma preocupação: enfeitar o Concelho.

Em relação ao campo sintético mais uma vez estamos de acordo:
todos lá podem jogar menos os atletas Federados. Porquê?
Não há balneários e tem uma linha de média tensão (confirmada por si) a atravessar o campo.
 Portanto vamos ter um campo feito à sua imagem e semelhança: muito bonito,
  mas sem  segurança e sem grande utilidade para lançar Porto de Mós no mapa.
 A Praça da República vai ficar  também à sua imagem e semelhança: bonita por fora,
velha e deteriorada por dentro com  canalização feita há mais de 50 anos.
Mas isso “ não é importante” (Região de Leiria) E um estaleiro  para a educação? Não há vaidade aqui?
Estranhamnete, nem uma palavra de conforto para o seu colega de bancada e super Vereador!
Será que já não estão tão próximos? Discorda das opções tomadas?
Não sei , mas é mais um facto político:
 a sua total falta de solidariedade institucional para um dos vereadores visado no artigo.
Sinais dos tempos. Os ferros estão aí: é só uma questão de tempo.
(Continua)

Posted by Ana Narciso at 02:03:37 | Permalink | Comments (14)

Friday, June 6, 2008

Novamente, as luzes da ribalta

Depois dos mortos pela enxurrada, dos incêndios, dos cadáveres dentro de uma carrinha, da água contaminada, Porto de Mós regressou aos Telejornais. Desta vez foi com os alunos amordaçados na Escola de São Jorge.

A professora será a responsável objectiva pela ocorrência, mas não será também este episódio a ponta do icebergue do modelo escolhido pela Autarquia para o enriquecimento curricular. E foi logo na escola-modelo, reconstruída neste mandato, que recebeu um campo sintético e os primeiros quadros electrónicos do concelho, os primeiros não, quer dizer, os mais modernos, quer dizer, os mais bonitos. Será caso para dizer que no melhor pano cai a nódoa.

Este Executivo parece padecer do estigma inverso ao do Rei Midas, pois ao contrário deste, tudo em que toca não se transforma em ouro, mas em chumbo. Para uns será azar, para outros simplesmente sina, para outros ainda mau karma, mas com explicações como esta, os dias e os anos vão passado e o concelho estagna e afunda-se.

Por falar em Telejornais, sugiro que estejam com atenção às notícias nos próximos dias 13 a 15 de Junho em que se realizará aqui ao lado na Batalha, a Reconstituição da Batalha Real. Os hotéis em Fátima estão cheios de espanhóis que virão assistir a este evento. Podia ser em Porto de Mós, mas nós por cá preferimos ficar conhecidos por outras coisas.

Será que a professora seguiu à letra a proibição camarária e agiu desta forma por apanhar os miúdos a falar de blogs? A actual doutrina em vigor nos Paços do Concelho também quer fazer dos Portomosenses uns amordaçados, o que não deixa de ser uma coincidência azarada.

Posted by Paulo Sousa at 23:53:41 | Permalink | Comments (13)

Friday, May 30, 2008

Delito de opinião em democracia?

Em tempos João Paulo Pedrosa lia e comentava o Vila Forte, sendo que agora já não comenta. Nessa altura Salgueiro, recém filiado, beneficiava de um estado de graça que o fazia trazer para Porto de Mós várias iniciativas partidárias de carácter distrital, iniciativas essas que, sem compreender porquê, terminaram. Por sua sugestão/pedido o Vila Forte chegou a publicitar uma delas.

Com a proximidade que se foi criando entre João Paulo Pedrosa o os editores do blog, pela picardia saudável que então se desenvolveu, tomei a liberdade de lhe enviar um email sobre o qual faço apenas uma pequena nota. Podem considerar que seria mais cortês não falar sobre o seu conteúdo, mas como nunca recebi qualquer resposta ao mesmo, nem sequer um acusado de recepção, considero que ficamos empatados. Questionei-o se achava que João Salgueiro, enquanto embaixador do PS Autárquico no Distrito, exercia o tipo de poder com que o partido se identificava, ou se pelo contrário o PS estava disposto a fingir que todos os seus excessos eram normais, desde que conseguísse manter esta bandeirinha rosa no mapa do Distrito? Perante o actual cenário a questão volta a ganhar pertinência.

Como disse nunca tive qualquer resposta a esta questão mas perante a actual galhofa que, tanto o nosso concelho como o PS distrital tem motivado, nomeadamente sobre a proibição municipal de falar em blogs (talvez venha ainda a ganhar a forma de Edital), era oportuno que João Paulo Pedrosa viesse a público tomar uma posição sobre tudo isto.

Quando soube da proibição de se falar em blogs, lembrei-me imediatamente dos livros proibidos pelas ditaduras. Será que o PS está disposto a levar às costas um pequeno ditador, que se pudesse mandava queimar as nossas opiniões numa fogueira na Praça da República ou ainda existe por lá alguém com um réstea de princípios. A liberdade de expressão é ou não um dos pilares da democracia? Andar de cravo ao peito a cantar as músicas do epitáfio do comunismo não basta. Por não estarmos de acordo com o que se decide, assim como o que não se decide nos Paços do Concelho, estamos a incorrer em delito de opinião?

Caro João Paulo Pedroso, sei que vai ler este texto. Deixe-me perguntar-lhe: Salgueiro é o que o melhor que o Partido Socialista tem para oferecer a Porto de Mós?
Posted by Paulo Sousa at 08:21:24 | Permalink | Comments (29)

Tuesday, May 27, 2008

Os assessores

Os políticos ao serem eleitos pelas propostas que apresentam tornam-se responsáveis pela sua concretização.
Em comunidades democraticamente mais evoluídas que a nossa, a contratação de técnicos para a realização no terreno das políticas delineadas pelos eleitos é normal. Assim, os políticos ficam confinados com a tarefa de serem os visionários no seu território, relegando as questões logísticas para os seus assessores.

Claro que quando é o populismo quem mais ordena, como acontece entre nós, a contratação de assessores é considerado como uma fragilidade política facilmente atacável pelos adversários.
Este raciocínio mostra que se assume como sendo normal o eleitorado desconfiar da classe política. Boys e Girls (género feminino da espécie) dão-se bem no habitat ‘Empresas e Institutos Públicos’ mas também são bastante bem sucedidos na ‘Administração Local’. Por isso não há nada como fingir que com uma suposta boa vontade tudo se faz.
Veja-se o que se passa no nosso concelho. Cada vereador com pelouro atribuído tem de se ‘desenrascar’ sozinho, embora eles usam outro termo. Em resultado disso temos um super-vereador que tenta gerir as questões da educação, do desporto e da cultura. Como mete frequentemente água, e em todas as áreas sem distinção, tem a desculpa de como tem muitas coisas a tratar, acaba por não ser competente em nenhuma delas. Ninguém leva a mal porque coitado tem muitos assuntos em mão, tantos que dizem que nem lhe sobra nenhum segundo para um sorriso subliminar que seja. E esses erros são politicamente aceitáveis, muito mais que ter um ou dois assessores competentes, com poderes claramente definidos e com objectivos estabelecidos.
O Presidente gere igualmente todas a áreas de intervenção da Câmara. Como se diz na gíria, toca os burros todos, sendo no entanto exímio em delegar todo e qualquer erro aos seus colegas. Deve ser empolgante trabalhar com ele. Assessores não precisa porque os vereadores têm capacidade de encaixe para as borradas do chefe.
Considero que se Porto de Mós fosse um concelho bem gerido – e talvez um dia o venha a ser porque não? – seria aceitável que o executivo definisse com CLAREZA as funções dos assessores que entendesse necessários e depois os contratasse no mercado.
Assim, o Presidente não teria de consumir o seu tempo a conferir o fio de prumo dos pedreiros da Câmara, nem a traçar rotundas - arte em se gaba ser exímio, nem a verificar que as árvores cortadas estão mesmo podres - depois de já terem sido cortadas, nem a dar conferências de imprensa que não visassem a promoção do concelho no seu todo.
Sabemos que há quem considere que temos um concelho com uma forte matriz rural e por isso teremos de acompanhar o passo lento do povo, mas dessa forma, enquanto não houver coragem para interromper este ciclo de raciocínio serôdio, continuaremos sempre na mesma.
Posted by Paulo Sousa at 00:14:59 | Permalink | Comments (8)

Friday, May 23, 2008

RECONSTITUIÇÃO DA BATALHA DE ALJUBARROTA NA VILA DA BATALHA - É UMA VERGONHA!

Nos próximos dias 13,14 e 15 de Junho irá realiza-se a primeira reconstituição  da Batalha de Aljubarrota.

Este MEGA EVENTO é uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal da Batalha, da Fundação Batalha de Aljubarrota e da Ordem de Cavalaria do Sagrado Portugal, (OCSP). Com efeito há muito que a OCSP pretendia
realizar a reconstituição desta Batalha, sendo o Concelho de Porto de Mós o local natural para acolher este evento. No entanto,  o Município de Porto de Mós nunca se terá interessado devidamente por este assunto, nem terá manifestado uma atitude activa para encontrar um local propício para a sua realização. Infelizmente a Junta de Freguesia da Calvaria de Cima e a Câmara Municipal de Porto de Mós continuam de costas voltadas para o projecto de valorização do local onde ocorreu a Batalha de Aljubarrota, que devia, pelo contrário, ser o ex-líbris deste Concelho. Estas duas entidades ainda não entenderam que têm no projecto de recuperação e valorização do Campo Militar de São Jorge, uma oportunidade única de valorizar o Concelho de Porto de Mós e de darem o seu contributo para o desenvolvimento económico desta Região.

Em todo o Mundo, projectos de recuperação e divulgação de acontecimentos históricos relevantes, constituem sempre factores extraordinários de desenvolvimento para as respectivas regiões, pelo
número de visitantes nacionais e internacionais, que atraem.
Contudo, para a Junta de Freguesia da Calvaria de Cima e para a Câmara Municipal de Porto de Mós, esta oportunidade parece não interessar. Em face desta atitude, a Ordem de Cavalaria do Sagrado Portugal foi obrigada a procurar locais para a reconstituição da Batalha de Aljubarrota, fora do Concelho de Porto de Mós.
Acabando por encontrar esse local no Concelho da Batalha, que obviamente recebeu esta iniciativa de braços abertos.
É caso para dizer que o Concelho da Batalha agradece o desinteresse das autarquias de Porto de Mós.
A Câmara da Batalha procurou e encontrou um local adequado para a reconstituição desta Batalha.
É o que se chama uma atitude activa e inteligente.

Deste modo, nos próximos dias 13, 14 e 15 de Junho, irá realizar-se um grandioso evento, da reconstituição da Batalha de Aljubarrota no Concelho da Batalha. Serão cerca de 150 figurantes, muitos combatentes experientes vindos de várias partes do País, da Alemanha e de França, que durante três dias seguidos atrairão milhares de visitantes á Vila da Batalha. Haverá espectáculos medievais, vendas de produtos dessa época, entretenimentos vários para os visitantes, e claro, a reconstituição da Batalha. Será um acontecimento espectacular, com enormes
benefícios para este Município, que tenderá obviamente a ser repetido nos próximos anos. Por outras palavras, o Município da Batalha vai beneficiar do património cultural de Porto de Mós.

Haverá lógica nesta situação? Os leitores que o digam.
Mas o Concelho da Batalha agradece.

Posted by Jorge Vala at 15:30:05 | Permalink | Comments (25)