Divino Espirito Santo
Perante ESTE relatório, à Portuguesa,o Presidente da Câmara de Mirandela, em tom agastado, atribuiu a culpa ao Divino espirito Santo.
Não é tempo do estado brincar connosco.
Ao que parece também foi o Divino Espirito Santo que assaltou o multibanco do Tribunal de Cascais, pois nem o alarme tocou nem a video vigilância registou nada…
Posted by in 13:51:34
Oficialmente o Espirito Santo só é responsável pela escolha do sumo pontífice. Depois do serviço feito deixa um rasto de fumo branco.
Será que o fumo branco também apareceu em Mirandela?
E pensar que uma barragem deixou de ser cosntruída nesse local em prol da preservação da paisagem protegida da linha do Tua. Linha essa que afinal não tinha, nem nunca teve condições de segurança e que de protegida também não tinha nada. Nem a paisagem, que agora só tem cheiro de morte.
Cara Patti, é exactamente esses comentários que o governo precisa para fechar uma das mais bonitas linhas de comboio da europa, não acha estranho que não tenha havido acidentes antes da declaração de intenção de construir a barragem e que após uns miudos terem retirado da linha dezenas de parafusos que estavam soltos o relatório pericial afirme não ter encontrado qualquer problema com a linha?
Hum aqui há gato e dos grandes, digo eu.
pamim
patti,
Fiz uma única vez a travessia do Douro naquela linha,há 20 anos, posso dizer que foi a viagem de comboio mais bonita, até hoje, em qualquer país que já visitei.Sou daqueles que sou totalmente contra a barragem que vá inundar parte da linha, aquela linha pode e deve ser uma mais valia em termos turisticos e para fazer ligação das populações,haja coragem de investir na sua recuperação.
O que se passa com aquela linha é o que se passa com a maior parte do nosso património, deixá-lo ao abandono até que a sua recuperação seja inviável em termos financeiros, para justificar vaidades faraónicas dos nossos politicos.
Pedro Oliveira
o “nosso” colega blogger,J.M.Coutinho Ribeiro, num texto sobre a “onda ” de assaltos faz no final uma excelente observação: “E, em Portugal, não se consegue apurar as razões de coisas que parecem simples, tal como saber por que motivo há tantos acidentes na linha do Tua. E ainda esperavam que se conseguisse descobrir o que aconteceu a Maddie?”
http://oanonimoanonimo.blogs.sapo.pt/
Pedro Oliveira
Eu nunca disse que era contra ou a favor à construção da barragem! Deve haver algum problema de interpretação.
Mas se recusaram a barragem em prol da paisagem e da linha do Tua, porque não o fizeram em condições? Porque é que aquela gaita fecha para remodelações sempre que há acidentes, que custam milhões de euros e continua gente a morrer?
É assim que se fazem as coisas na porcaria desta terra. Não há barragem, mas há dinheiro para comprar petróleo na Venezuela; não há linha do Tua mas há mortos para enterrar!!
Naturalmente que há uma politização desta questão. A aposta nesta barragem, encerrando para sempre o acesso aquela paisagem maravilhosa, onde nunca transitei por ter perdido o comboio (com bilhete tirado e tudo…), será comparável à aposta do governo de Guterres na defesa das figuras rupestres de Foz Côa tendo na altura desistido da barragem e assim dado por perdido os milhões já gastos em estudos.
Onde estão os socialistas que com Soares cantavam: “as gravuras não sabem nadar, yoo!”?
Paulo Sousa, estive no ano passado pela primeira vez numa visita às gravuras. É muito interessante e a paisagem magnífica.
Segundo a guia, o nº de visitas esperado não chega sequer perto daquilo que pretendiam. O que os vai safando são as excursões que se fazem até lá durante o ano de escolas, lares e de pequenas associações.
Vila Nova de Foz Coa, a terra em si não tem interesse nenhum. Não fizeram infraestruturas de apoio, como estruturas hoteleiras, museu, excursões devidamente organizadas, atractivos vários, souvenirs, etc. NADA.
E as gravuras ainda são um pouco longe de Foz Côa, por uma estrada de curvas e contracurvas que não acaba nunca.
Enfim, foi um histerismo nacional. Venceu a preservação da história e ainda bem.
Mas e depois? Passados estes anos todos, se não fossem aqueles guias, os conservadores e guardas das gravuras, ninguém sabia que aquilo existia.
Só não digo que está abandonado por causa deles. Eu estive lá e vi.
O mistério está resolvido.
Três jovens: Rita Manuela de 15 anos do Porto, e Paula Silva de 19 e Margarida Rodrigues de 17 aambas de Alijó: desvendaram o mistério dos desastres na linha do Tua. Dizem eles: ” tomámos a iniciativa de ir ao local e ver com os nossos próprios olhos …. deparámos com parafusos soltos , travessas podres que conseguimos com as nossas próprias mãos retirar ; espaços entre carris com aberturas de 15 cm…isto entre a estação de Brunheda até onde se encontra a automotora acidentada”
Aqui não há Espirito Santo aqui há cegueira de quem faz os relatórios. Mas estes jovens são atirados para um cantinho do Jornal Público ” Cartas ao Director” Hoje no Público.Compreendido !!!!