Friday, December 14, 2007

Terminou a festa, ratifiquem o tratado se faz favor!

O tratado reformador está assinado pelos 27. O que sei do assunto é o mesmo que a maioria das pessoas, pouco,  seguramente, será que me interessa saber mais? Acho que não.
Sei que tem que ver com a organização politica da União Europeia; no que diz respeito à Presidência (deixa de ser rotativa entre os países), as votações vão ter alterações (tem que ver com a população de cada país, em quantidade), alteração no número de deputados e mais uma série de coisas, que acho bem que os políticos decidam a bem do todo Europeu.

Nunca fomos chamados a referendo para coisa nenhuma no que diz respeito à Europa, nem quando aderimos à então CEE, a questão do referendo é uma não questão(em minha opinião), os parlamentos dos vários países que ratifiquem o tratado e o mais rápido possível, para se falar na Europa de coisas mais concretas para a vida dos cidadãos.

O referendo serviria não para ratificar o tratado, pois o “pessoal” não tem interesse nem sabe do assunto, mas para avaliar a prestação dos governos e, isso poderia levar a mais um impasse caso a avaliação dos governos fosse negativa . Por isso não percebo a hesitação, do PSD e do PS em dizer claramente que o tratado irá ser ratificado via parlamento, como fazem por exemplo na alteração da Constituição. Quanto ao Sr. Louçã e Jerónimo de Sousa, gostaria de os ver tão acérrimos defensores de um referendo na Coreia do Norte ou em Cuba!

Não ao Referendo!

Posted by Pedro Oliveira in 12:42:38
Comments

5 Responses

  1. Rafael Marcelino says:

    Para quê um referendo quando ninguém entende nada daquela trapalhada. Estive a ouvir os Pros e Contras, com alguns bons oradores e anotei esta confusão. Cheguei mais uma vez a ter uma certeza por mim concluida há muito, A Europa UE, continua e continuará a ser mandada de fora para dentro pelos mais poderosos, o resto é Turismo e obediências.
    Nós os Europeus estamos sempre a levar com as mexidas nas taxas de juro do Banco C. Europeu devido”Dizem Eles” ao crédito mal parado do Americanos EUA na habitação”, sendo assim que temos nós a ver com isso?! Eles que paguem e controlem o seu défice, isto é Politica? Alguma vez os EUA sofreram ou pagaram os nossos créditos mal-parados?
    Enfim,..haja paciência…Mas é bonito ver aqueles Srs. todos em grandes e embelemáticos jantares, todos felizes, grandes ordenados, e tanta gente a morrer de fome e com sofrimento de dor, nem no NATAL há tolerância. Quanto custou esta grandeza toda?

  2. Anonymous says:

    o meu vai dar banho ó cao ………

  3. Sowmass says:

    Por mim quero um referendo porque posso ter a liberdade e o direito de dizer Sim e dizer Não; e foi promessa eleitoral para muitos!

  4. Anonymous says:

    um referendo normalmente coloca uma situação e o contrário. quem votar não, vota em quê? qual a alternativa? voto contra a IGV, porque ou há IGV ou não há. Voto contra a regionalização, porque ou há ou não há. voto contra o tratado de lisboa e o que há em alternativa? sairmos da UE? por amor de Deus? tenham juízo e deixem de ir atrás de louçãs e de marques mendes.O sócrates também prometeu não aumentar impostos e depois? Sowmass, ninguém liga a pronmessas eleitorais, a malta quer é os problemas do dia a dia resolvidos, agora referendos a tratados…! façam um referendo ao tratado do euribor!BE e PC’s num país de jeito já faziam parte de um museu de arte antiga…infelizmente o PS e o PSD também querem ir para a prateleira politica, e depois não se queixem!

    Artur Fernades

  5. Pedro Oliveira says:

    Acha que o Tratado Reformador deve ser referendado?

    Não. Nos referendos deve haver alternativas claras. Optamos por a ou por b? Qual é a alternativa para Portugal ao Tratado de Lisboa? É escolher o mesmo caminho da Noruega ou da Suiça? Não sabemos. E por isso não podemos escolher, votando.

    Não realizar o referendo não é uma quebra de mais uma promessa eleitoral?
    Se chegarmos à conclusão que uma determinada promessa deve ser posta de lado a bem do País não vejo razões para que não se possa fazer, desde que tal seja bem explicado. É igualmente democrática a ractificação na Assembleia da República. E a experiência em Portugal mostra que as pessoas querem muito os referendos mas depois não vão votar.

    in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/193102

    Entrevista ao ex-ministro Luís Campos e Cunha, interessante a opinião sobre o TVG e o défice.

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